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Desembargador do TRF 1 tem coleção de decisões controversas

24/06/2022

Madeira apreendida pela Polícia Federal em Cachoeira do Aruã, região do Rio Arapiuns, em Santarém-PA — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Uma floresta inteira no chão.

O desembargador Ney Bello, que mandou soltar Milton Ribeiro, é próximo do governo e já teve outra decisão controversa.

O magistrado do Tribunal Federal Regional da 1ª Região (TRF-1) já acolheu pedido de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, e liberou madeira ilegal extraída na Amazônia. A informação é da Rede Brasil Atual.

O advogado defendia uma das empresas acusadas de grilagem e extração ilegal de madeira. A apreensão ocorreu pela operação Nadroanthus, que encontrou cerca de 226 mil metros cúbicos de madeira, aproximadamente 43,7 mil toras, num valor estimado de R$ 130 milhões.

Amigo pessoal da família Bolsonaro, o advogado Frederick Wassef entrou no caso da batalha jurídica que se tornou a Operação Handroanthus, da Polícia Federal – responsável pela maior apreensão de madeira da história da PF, em dezembro de 2020, no Pará.

A pedido de Wassef, que representa a empresa MDP Transportes, que teve maquinário e madeiras apreendidas, o desembargador do Tribunal Federal Regional da 1ª Região (TRF-1), Ney Bello, concedeu uma decisão liminar para restituição da madeira e bens da empresa. Desde 2020, a apreensão virou uma longa queda de braço judicial.

O passador de boiadas conferiu pessoalmente a madeira a ser liberada.

Na época, a apreensão de mais de 131 mil metros cúbicos de madeira, em toras, sob suspeita de extração ilegal, provocou uma reação pública e inédita do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que saiu em defesa das madeireiras. A conduta de Salles resultou na abertura de uma investigação contra o ex-ministro, que entregou o cargo em junho de 2021.

Antes disso, Bello já havia determinado que madeira ilegal fosse devolvida a outras seis empresas suspeitas.

O desembargador também foi responsável pela revogação da prisão preventiva de Eduardo Cunha, em maio de 2021. Também já suspendeu investigações do Ministério Público Federal (MPF) para apurar prejuízos de pensão por gestora de investimentos administradas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Bello já foi cogitado para assumir vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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