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Algodão despenca na bolsa em Nova York e cai mais de 17% no Brasil.

27/06/2022

Safra de algodão 2020/21 da Bahia encerra com alta produtividade e qualidade | AGROemDIA

No Oeste baiano, as cotações que estavam em R$228,00 a arroba, há um mês, hoje caíram para R$174 por arroba de pluma.

O mercado do algodão voltou a despencar na Bolsa de Nova York neste início de semana. O pregão desta segunda-feira (27) terminou com os principais contratos perdendo mais de 400 pontos – registrando limite de baixa – e o dezembro/22, que é o mais negociado neste momento, valendo 94,05 cents de dólar por libra-peso. O dia, que parecia ser de recuperação para as commodities agrícolas, voltou a ficar negativo para a maior parte delas e em Nova York apenas o petróleo conseguiu se manter do lado positivo da tabela.

Os preços da pluma vêm cedendo por sessões consecutivas e as baixas acumuladas passam de 20% desde a última semana, com fundamentos e financeiro ainda exercendo uma pressão bastante severa sobre o futuros da commodity.

“Nos últimos meses, o valor da pluma registrando uma forte alta, principalmente, por conta do clima seco no Texas, alta do petróleo e retorno da demanda aquecida por parte da China. Entretanto, na semana passada, o contrato dezembro 2022, que agora passa a ser o principal contrato de referência do algodão, sofreu quedas significativas, voltando aos patamares atingidos em janeiro, cotado abaixo de US$ 1,00 por libra-peso”, explica a analista de mercado da Agrinvest Commodities, Bruna Stewart.

Parte da pressão se dá com as preocupações ainda fortes e latentes sobre o crescimento da economia mundial, com o peso da recessão e do evolutivo processo inflacionário. Além disso, ainda como explica Bruna, o aperto monetário nos EUA e a aceleração na taxa de juros por parte do Federal Reserve nas últimas semanas.

Na outra ponta, do lado dos fundamentos, a semana começa com o foco do mercado também sobre os dados de área de plantio que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira (30). De acordo com os analistas do site internacional Barchart, o mercado trabalha com expectativas de 4,82 a 5,06 milhões de hectares.

“Caso a média se confirme, de 4,96 milhões de hectares, já será maior do que o estimado pelo departamento em março”, explicam. 

Mais do que isso, do lado da demanda pelo algodão norte-americano também há certa preocupação, ainda de acordo com a analista. “O  relatório de vendas semanais divulgado pelo USDA na última quinta-feira (23) para a temporada 2021/22 acumulou um total de 16,2 mil fardos, contra uma estimativa de 100 a 250 mil fardos, portanto demanda enfraquecida para esta safra. Dentre os principais importadores, destacam-se Vietnam (6,3 mil fardos), China (4,5 mil fardos), Tailândia (2,4 mil fardos) e Índia (2,2 mil fardos)”, detalha.

Dessa forma, as baixas acumuladas pela pluma são intensas e podem continuar frente ao atual cenário.

“Diante da piora do cenário macro, derrocada do preço do petróleo e número fraco de vendas semanais, o preço da pluma acumulou forte queda de 16,48% na semana anterior, encerrando cotado a US$ 98,9 cents/lp na última sexta-feira (24) no dezembro.  Hoje (27/06), o spot fecha em queda de 1,7%, cotado a 103,7 cents/lp, enquanto o contrato dezembro 2022 sofre mais uma derrocada, perdendo mais de 4%”.

Com informações do Notícias Agrícolas

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