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O alto déficit de civilidade do nosso Brasil radical e nazista;

02/07/2022

Família de Carlos Drummond de Andrade diz que é 'verdadeiro deboche' Daniel Silveira ganhar Medalha Biblioteca Nacional

Maluco, miliciano, nazista e protegido do Presidente. Um disseminador de ódio.

Só no Brasil moderno e “altamente civilizado” acontecem fatos como o de um miliciano, condenado no STF e grotescamente indultado pelo Presidente da República, de nome Daniel Silveira, ganhar uma medalha da Biblioteca Nacional por méritos desconhecidos. Um ex-cobrador de ônibus e soldado na Polícia Militar, Daniel se elegeu pegando carona na onda radical de Bolsonaro.

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Pastor conhecido por discurso de ódio contra judeus e gays é preso pela Polícia Federal no Rio - Jornal O Globo

Maluco, nazista e homofóbico. Condenado. Outro pregador do ódio racial.

Tem mais: um religioso nazista condenado por ataques racistas a judeus.

O líder radical da igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, Tupirani da Hora Lores, foi condenado pela Justiça Federal a 18 anos e 6 meses de prisão por crimes de racismo e ódio contra judeus. A defesa dele ainda pode apresentar recurso à Justiça.

Num dos seis ataques conhecidos, Tupirani afirmou durante um culto transmitido pela internet que os judeus “deveriam ser envergonhados como foram na 2ª Guerra Mundial”.

Tupirani foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal. Desde então, foi mantido atrás das grades por decisão da juíza Valéria Caldi Magalhães, da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Na sentença desta quinta-feira (30), a magistrada diz que “o réu se valeu de sua condição de pastor de uma comunidade religiosa para a prática do crime, o que incrementa o potencial de induzir os seguidores a agir de modo similar”.

A juíza federal acrescenta que “no que toca à conduta social, os autos demonstraram que o réu mantém comportamento ostensivo de afronta às instituições públicas”, como insultos à Polícia Federal e ao Poder Judiciário. Menciona, ainda, os ataques a judeus.

“As circunstâncias do crime são graves pois a violência do discurso repete-se com a expressa menção ao massacre de judeus, massacre este que, na visão do réu, ‘eles merecem'”, afirmou a juíza.

Alberto David Klein, presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro se manifestou sobre a condenação.

“Isso significa que é preciso denunciar crimes, confiar na investigação policial, no Ministério Público e na Justiça, em todo o rito do devido processo legal, que inclui a ampla defesa, pois chegamos a um momento como este em que temos acentuada a confiança da sociedade nas instituições e na aplicação da lei”, disse.

E Ricardo Sidi, advogado criminal da Confederação Israelita do Brasil (Conib), que atuou como assistente de acusação no caso, classificou a sentença como “histórica”.

“Uma sentença histórica na luta contra o antissemitismo. É a maior pena aplicada no Brasil por esse tipo de crime, o que haverá de ajudar a inibir essa prática odiosa”, declarou.

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