Foto de André Alliana.
A arruaça generalizada que Jair Messias quer espalhar pelo País, durante o período eleitoral, intimidando adversários políticos, está em pleno desenvolvimento. Primeiro foi o drone espalhando veneno em concentração de petistas, depois a bomba caseira na Candelária, no Riom e agora um assassinato amplamente qualificado, planejado, dissimulado e sem oportunidade de defesa à vítima. O ódio está nas ruas, estimulado pelo Presidente da República.
O guarda municipal Marcelo Arruda, um dos líderes do Partido dos Trabalhadores em Foz do Iguaçu (PR), foi morto a tiros na madrugada de domingo (10), na sua festa de aniversário de 50 anos, cujo tema era o partido e o ex-presidente Lula.
O autor dos disparos, o agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho, invadiu a festa, que ocorria em um clube, pouco depois de passar de carro ameaçando os presentes. Antes de invadir a festa, o homicida gritou:
“É o Bolsonaro, seus filhas da puta, seus desgraçados! É o mito!”.
Segundo testemunhas, nesse primeiro momento ele mostrou estar incomodado com a decoração temática da festa e gritou palavras de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) com uma arma em punho. Guaranho estava acompanhado de uma mulher e um bebê, que tentaram dissuadi-lo.
A Polícia Civil do Paraná vazou a informação de que o assassino tinha morrido.
Arruda era tesoureiro local do PT e foi candidato a vice-prefeito da cidade em 2020. Ele deixa a mulher e quatro filhos, um deles bebê.
O partido repercutiu o caso. “Mais um querido companheiro se foi nessa madrugada, vítima da intolerância, do ódio e da violência política”. A nota diz ainda que “desde o começo do ano, quando lançou uma Campanha Nacional contra a Violência Política, o PT vem alertando a sociedade brasileira e as autoridades dos vários Poderes da República para a escalada de perseguição a parlamentares, filiados e filiadas, militantes de movimentos sociais e de outros partidos de esquerda e o crescimento da violência política no país”.
No Twitter, o ex-presidente Lula se pronunciou sobre o caso. “Uma pessoa, por intolerância, ameaçou e depois atirou nele, que se defendeu e evitou uma tragédia maior. Duas famílias perderam seus pais. Filhos ficaram órfãos, inclusive os do agressor. Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marcelo Arruda”, escreveu Lula.
A frase do então candidato em 2018, ressoa nos ouvidos dos fanáticos:
“Vamos fuziliar a petralhada!”

