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Quem manda de verdade em Bolsonaro e no País?

15/07/2022

Por Paula Cristina, em Isto é Dinheiro.

O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seus filhos que estão na política, sempre tentou alçar sua própria família ao status de nobreza da política. Com a chegada ao mais alto cargo do Executivo (e com o bolsonarismo multiplicando súditos fiéis) essa sensação de realeza ficou ainda maior em 2019.

Mas se ele mirou no monarca absolutista, com controle total de sua gestão, ele acertou no rei figurativo. Uma persona importante para discursos acalorados, falas polêmicas e certo apelo entre os apoiadores, mas de fora das decisões importantes para o andamento da nação. Para tais obrigações, três nomes estão na disputa. Os presidentes da Câmara e do Senado Arthur Lira (Progressistas-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), além do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil).

Ilustração: Evandro rodrigues

© Ilustração: Evandro rodriguesIlustração: Evandro rodrigues

Esses três são hoje os grandes tomadores de decisão no reinado de Bolsonaro. Lira tem forçado as pautas de impacto social e grande potencial gastador e para isso contorce o regimento interno da Câmara para fazer aprovações ilegítimas em tempo recorde.

Por lá aparece todo tipo de atrocidade em forma de proposta de Lei, e o ritmo delas parece estar ligado a premissas questionáveis.

Nas últimas duas semanas, com a aproximação do período eleitoral, a pauta econômica virou a bola da vez. Medidas que estimulem a transferência de renda, facilite o crédito e endividamento de pequenas empresas e redução de impostos ganharam em celeridade o que perderam em inteligência.

As pautas de costumes (amplamente defendidas por Bolsonaro) voltaram para a gaveta e devem ficar lá até segunda ordem.

Nessa geladeira estão 38 das 45 propostas prioritárias que o governo federal sinalizou para o Congresso no começo do ano e envolvem encaminhamentos que remontam desde 2019 e não saíram do lugar.

Apenas sete delas tiveram avanços significativos no Legislativo e apenas quatro estão aprovadas e em vigor. Temas como a regulamentação do homeschooling, flexibilização do porte de armas e redução da maioridade penal são algumas das propostas bolsonaristas que fracassaram.

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