A Grande Guerra: o Dia D da “fraude eleitoral” do Partido Militar

AROEIRA, para o site Jornalistas pelas Democracia.

Embaixadores de dezenas de países foram convidados nos últimos dias para uma reunião com Jair Bolsonaro. Segundo a assessoria do Planalto, cerca de 40 deles comparecerão. O que pretende Jair? Mentir sobre as urnas.

A ideia é mostrar a eles um “power point” (todo mentiroso gosta de power point?), o que seria uma “apresentação técnica” sobre nosso sistema eleitoral.

Quem acompanha A Grande Guerra sabe o final dessa novela. Estamos há muito tempo por aqui falando que forçar o descrédito da população contra as urnas é parte central da campanha eleitoral de Bolsonaro. Sem nada para apresentar, liderando um governo desastroso, humilhante e responsável pela gestão assassina da pandemia, a única coisa que resta ao presidente é um choro de perdedor.

O maior problema é que Bolsonaro não está sozinho. Fazem coro a ele o Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, o Almirante da Marinha, Almir Garnier Santos, e todos os generais e oficiais do Partido Militar, como é conhecido o grupo das Forças Armadas que chegou ao poder em 2018.

O ex-ministro Braga Netto, também militar e já candidato a vice de Bolsonaro este ano, deve participar. Ele, é claro, também trabalha para destruir a confiança nas eleições.

Se a reunião for o desastre que se imagina, vocês sabem, alguns “militares” aparecerão em offs pelas imprensa se dizendo horrorizados. Esse jogo nós já conhecemos bem.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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