Depois da frustração da soja, Paraguai colhe safrinha cheia de milho

Brasil procura maior importação de milho do Paraguai para lidar com aumento de preços

Após uma desastrosa safra de soja na temporada 2021/22, os agricultores no Paraguai esperam colher uma safra recorde de milho safrinha, aponta o analista Michael Cordonnier. “A colheita do milho safrinha chegou a 27% em todo o país, sendo que supera os 50% em algumas áreas”, reporta o portal especializado Soybean & Corn Advisor.

De acordo com ele, houve algumas preocupações sobre a qualidade do milho, mas essas preocupações diminuíram e cereal atingiu um nível “aceitável para exportação”.

Segundo Ester Storch, diretora da DASAGRO – Corretora & Consultora de Agronegocios, a produção de milho 2021/22 no Paraguai agora está estimada na faixa de 5,8 a 6,3 milhões de toneladas, o que supera sua estimativa anterior de 5,5 a 5,8 milhões de toneladas. Ela espera que o Paraguai exporte 3,6 milhões de toneladas de milho em 2022.

“O milho safrinha foi plantado cedo e o clima colaborou durante toda a safra. Em contrapartida, a safra de soja 2021/22 no Paraguai foi plantada tardiamente e sofreu com uma seca severa que resultou em uma queda de 60% na produção de soja. De fato, parte da soja nem foi colhida, o que permitiu que os agricultores plantassem seu milho safrinha mais cedo do que o normal”, complementa Cordonnier.

“Uma safra recorde de milho normalmente levaria a preocupações com problemas de falta de armazenamento, mas esse não é o caso este ano. Como a safra de soja foi tão decepcionante, muitos silos que normalmente estariam cheios de soja estão vazios. O milho será consumido no mercado interno, transportado pelo rio Paraná para terminais de exportação na Argentina ou transportado por caminhão pela fronteira para o vizinho Brasil”, conclui o analista da Soybean & Corn Advisor.

A notícia é boa para as cadeias produtivas da avicultura e suinocultura dos Estados do Sul. Já foram iniciadas as tratativas para a importação do milho paraguaio.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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