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O Governo está desfalcando, criminosamente, a Educação brasileira.

26/07/2022

Brasil ocupa 60ª posição em ranking de educação em lista com 76 países –  ABRH Ceará

O Brasil ocupa 60ª posição em ranking de educação em lista com 76 países. Em primeiro lugar está Cingapura, seguido de Hong Kong e Coreia do Sul. Na última posição do ranking está Gana.

Thiago Brasil afirma no Twitter:

BOLSOLÃO roubou R$ 3,6 bilhões da Educação só em 2020, diz nota técnica. O “orçamento paralelo” (nome dado pela mídia pra parecer que não é crime) comprometeu ao menos 18 programas do Ministério da Educação!! Em 2021 foram tirados mais R$ 5 bilhões da Educação. E em 2022 o desfalque continua na mesma proporção.

Veja lista dos países que mais investem em educação:

  1. Noruega

A Noruega investiu US$ 15.000 por estudante em 2015. A educação é obrigatória para estudantes de seis a 16 anos e um diferencial é que o currículo nacional das escolas públicas enfatiza a importância da educação artística e musical.

  1. Estados Unidos

Os Estados Unidos gastaram US$ 12.800 por aluno em 2015 e mais de US $ 700 bilhões no total. Embora tenha investido o segundo maior valor mundial, ainda é insuficiente quando se trata de desempenho acadêmico.

Os estudantes americanos apresentam um desempenho inferior regular quando comparados a outros países industrializados.

  1. Bélgica

Apesar de ter mais escolas particulares que públicas, o governo belga investiu US$ 12.300 por aluno em 2015.

É possível estudar de graça na Bélgica, mas as escolas privadas são mais populares e subsidiadas em parte pelo governo.

  1. Coreia do Sul

A Coreia do Sul gastou US$ 12.000 por aluno em 2015. Recentemente, o país passou a oferecer pré-escola gratuita de meio período para crianças de três a cinco anos.

De acordo com o National Center for Education and the Economy, a Coreia do Sul dá grande ênfase à igualdade de suas escolas públicas. Desde a década de 70, o governo sul-coreano tem usado uma política de “equalização” que substituiu os exames de admissão competitivos por alocações aleatórias de alunos para todas as escolas secundárias do país, tanto privadas como públicas.

Para implementar a política, o governo forneceu subsídios financeiros para escolas particulares, com fortes regulamentações.

  1. Islândia

A Islândia investiu US$ 11.600 por estudante em 2017. Todas as crianças islandesas com idades entre seis e 16 anos devem frequentar a escola e podem fazê-lo gratuitamente.

Se os alunos concluírem a fase obrigatória, têm garantida a admissão no “ensino secundário superior”, que se destina a alunos entre os 16 e 20 anos. Existe apenas uma escola secundária privada em todo o país.

  1. Reino Unido

O Reino Unido gastou US$ 11.400 por aluno em 2015 e tem seis tipos de escolas. As crianças devem estudar até o ensino médio, que costuma ir até os 16 anos.

Os alunos podem optar por “escolas religiosas”; “escolas gratuitas”, que são financiadas pelo governo, mas não precisam seguir o currículo nacional; escolas particulares ou “internatos estaduais”, que são financiadas pelo governo, mas cobram por hospedagem e alimentação.

  1. Suécia

A Suécia gastou US$ 11.400 por aluno e exige dez anos de escolaridade obrigatória para estudantes com mais de seis anos.

A Suécia divide a educação nacional em três seções distintas: pré-escola opcional, educação obrigatória da primeira à décima série e “ensino médio” opcional para os anos entre dez e 12 anos.

Desde 2013, em um esforço para “elevar o status da profissão docente”, o governo sueco passou a exigir certificações profissionais para todos os professores de escolas e pré-escolas.

  1. Holanda

A Holanda gastou US$ 11.000 por aluno em 2015 e tem mais escolas particulares do que quase a maioria dos países da lista. Como um dos países mais densamente povoados do mundo, ela oferece educação gratuita e acessível desde 1801.

Ao contrário da maior parte da Europa, que tende a ter regras e regulamentos rígidos para quem pode abrir uma escola, a Holanda permite que praticamente qualquer pessoa administre uma escola e crie um currículo de sua escolha, desde que atenda a certos requisitos educacionais nacionais.

  1. Áustria

A Áustria gastou US $ 11.100 por aluno em 2015. O país enfatiza a educação pública e exige que os alunos frequentem as aulas por pelo menos nove anos, dos seis aos 15.

Ao concluírem os nove anos de ensino obrigatório, os estudantes austríacos podem escolher continuar com um a quatro anos de aulas vocacionais ou universitárias.

  1. Alemanha

A Alemanha tem um dos melhores sistemas de educação da Europa, mas nem sempre foi assim. Após uma série de resultados decepcionantes em testes nacionais em 2001 e relatos de desigualdade, o governo alemão interveio para encontrar soluções rapidamente. Em 2001, o país reformulou o seu sistema educacional e, em 2015, já investia US$ 11.000 por aluno.

Os dias letivos aumentaram de quatro para seis horas e meia; o acesso à pré-escola e ao jardim de infância foi expandido; e um foi estabelecido padrão nacional para melhorar o desempenho acadêmico.

Diz João Victor Silva, analista de mercado, formado em Relações Internacionais e Economia pela Boston University, nos Estados Unidos

A educação eleva a capacidade de crescimento e dinamismo econômico do país, pois é um instrumento fundamental para o aumento do capital humano da população. Pessoas com um elevado nível de instrução terão mais habilidades e capacidade de executar suas funções profissionais, aumentado assim a produtividade da economia, além de promover um ambiente de inovações.

         A receita de investimento em educação como uma estratégia para o desenvolvimento econômico foi seguida por diversos países, os quais obtiveram resultados positivos. O exemplo mais notável é o da Coréia do Sul. O país asiático, que era um dos mais pobres do mundo até a década de 1960, apostou na inovação como uma das principais estratégias para o seu desenvolvimento. O êxito dessa estratégia foi excepcional. Em poucos anos, o país começou a experimentar elevadas taxas de desenvolvimento econômico e passou a desenvolver um setor industrial e tecnológico extremamente inovador, capaz de competir com economias fortes como a do Japão, EUA e Alemanha. Em 2019, o país era a 12a maior economia do mundo e 4a da Ásia, apesar de seu território ser pequeno, com poucas riquezas minerais e um solo pouco fértil. No entanto, suas empresas são referências para o mundo: Samsung, Hyundai, KIA, POSCO, LG, são algumas das grandes empresas do país.

         Infelizmente, o Brasil não seguiu o mesmo exemplo dos coreanos. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2019, realizada pelo IBGE, mais da metade das pessoas com 25 anos ou mais não possui ensino médio completo, cerca de 20% dos jovens abandonaram alguma etapa da educação básica, e 6,6% da população é analfabeta. No entanto, os problemas não terminam com a evasão escolar e o analfabetismo. Muitos dos que terminam a educação básica possuem um desempenho educacional sofrível. A prova do PISA de 2018 indicou que dois terços dos brasileiros de 15 anos sabem menos que o básico de matemática e que o Brasil estagnou no desempenho de leitura dos alunos nos últimos dez anos.

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