

Por meio do Projeto “Diálogos que Transformam”, a iniciativa busca formar profissionais
e cidadãos para aplicação de terapia coletiva de forma autônoma
Transferir tecnologia social e compartilhar ferramentas para que as lideranças sociais
possam dar sustentabilidade à escuta ativa, ao diálogo e ao acolhimento na
comunidade.
Com este objetivo, o Instituto Lina Galvani – Organização da Sociedade
Civil de Interesse Público (OSCIP) que se dedica a identificar e apoiar iniciativas que
contribuam para o desenvolvimento comunitário – vai ofertar, gratuitamente, formação
em Terapia Comunitária Integrativa (TCI) para as comunidades de Luís Eduardo
Magalhães e Angico dos Dias, povoado de Campo Alegre de Lourdes, por meio do
Projeto “Diálogos que Transformam” com certificação pela Associação Brasileira de
Terapia Comunitária Integrativa por meio do pólo de formação Instituto Afinando Vidas.
Em sua primeira edição, o objetivo é formar 40 aplicadores de TCI.
A formação é voltada para representantes de entidades, lideranças civis e religiosas, profissionais das áreas de saúde, de serviço social e de educação e cidadãos engajados com trabalhos comunitários ou que desejem se engajar.
Além disso, busca-se aplicadores com perfil
em idade adulta, com apurado senso de coletividade e livre de preconceitos, com vida emocional saudável, que tenham disponibilidade de tempo para dedicação e, posteriormente, que se interessem pela aplicação voluntária em benefício da comunidade após a conclusão do curso.
Para a analista de Relacionamento com a Comunidade, Jennifer Silva, a oferta da formação em Terapia Comunitária Integrativa representa um desafio, mas também um marco para as atividades nas comunidades atendidas.
“Essa é a primeira vez que
disponibilizamos o curso. Sempre foi um desejo qualificar profissionais e líderes
comunitários, pois entendemos que muitas pessoas que são beneficiadas com as
nossas ações, muitas vezes não precisam de um médico, mas de escuta e acolhimento
para suas inquietações e dores emocionais. É uma ferramenta de escuta e acolhimento
do sofrimento da comunidade. Nossa ideia é que a turma seja capacitada, iniciando o
processo de transferência de tecnologia social, ou seja, preparar os aplicadores para
que esses possam dar prosseguimento às rodas coletivas de terapia em suas
comunidades de forma autônoma”, completa.
