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Vereador bolsonarista que assassinou policial pelas costas em Cuiabá já disse que poderia matar 500 petistas

05/08/2022

Vídeo mostra que o tenente Coronel Paccola matou agente com três tiros pelas costas. Propagador do discurso de Bolsonaro sobre armas, vereador responde a processo por integrar suposto grupo de extermínio.

Respondendo a processo que pode definir seu afastamento da Câmara Municipal de Cuiabá (MT)  pelo assassinato do policial penal Alexandre Miyagawa no último dia 4, o vereador Marcos Paccola – que se identifica pela alcunha de Tenente Coronel Paccola – ecoa o discurso de ódio de Jair Bolsonaro (PL) e já foi alvo de processo de cassação por ameaçar 500 militantes do PT em discurso no plenário da casa legislativa em abril.

“Só lembrar que o presidente Bolsonaro autorizou para cada arma de quem é CAC 5 mil munições por arma. Então pensem bem antes de tomar essas atitudes, ao invés de 50 [militantes] coloquem 500, porque 50 vai ser muito pouco se vocês tentarem mexer com nossos filhos, nossas famílias. Dessa forma vocês não vão mudar o país, dessa forma vocês vão fazer uma guerra civil. Não venham para cima porque estamos prontos”, disse à época, ecoando outros bolsonaristas sobre declaração de Lula, que sugeriu pressão da população sobre parlamentares em um eventual governo em 2023.

“Esse mesmo vereador tem feito muito discurso e ódio. É um bolsonarista raiz, que defende armamento, a guerra. Eu já havia entrado com pedido de cassação por discurso de ódio contra militantes do PT”, diz Edna Sampaio (PT), que entrou com segundo pedido de cassação e com ofício para afastamento imediato do bolsonarista por causa do assassinato cometido no dia 4.

O assassinato

Paccola assassinou o policial penal Alexandre Miyagawa, que atuava como agente sócio-educativo, com três tiros pelas costas em frente a uma loja de conveniência no bairro Duque de Caxias, na capital mato-grossense no dia 4 de julho.

Esses fanáticos covardes, psicopatas, acabam sempre se dando muito mal. Este, no caso, vai perder o mandato e, julgado pelo crime covarde e qualificado, deve pegar acima de 20 anos de reclusão. 

De Plínio Teodoro, na Revista Fórum.

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