Pepistas brigam por dinheiro com Lira e Ciro Nogueira.

Foto: Fotoarena/Folhapress

Em conversa ríspida nesta semana, integrantes da cúpula do PP tretaram feio. O motivo, como era previsível antes da campanha: dinheiro.

Líderes regionais como Aguinaldo Ribeiro (Paraíba) e Dudu da Fonte (Pernambuco) cobraram a liberação de mais verbas do fundo eleitoral. Reclamaram que estão sendo boicotados por Arthur Lira, Ciro Nogueira e Ricardo Barros.

Aguinaldo e Dudu são da ala do PP que prefere compor com Lula. Eles se recusam a pedir votos para Bolsonaro e a ajudar na construção de palanques que ajudem o presidente a avançar num eleitorado fiel ao petista.

Ciro e Lira retorquiram que, se os descontentes querem dinheiro para suas campanhas, precisam se empenhar antes na campanha que será lucrativa a todos – a de Bolsonaro.

O avanço de Aguinaldo e de Dudu não é fortuito nem surpreendente. Com exceção da Região Sul, onde o apoio ao presidente é sólido, outros líderes também querem tocar suas campanhas locais sem se comprometer com Bolsonaro. Temem alienar eleitores lulistas e dificultar uma conciliação com o PT, em caso de vitória nacional do partido.

A cúpula do PP, que aposta fortemente na reeleição de Bolsonaro e na consolidação do partido como a sigla mais influente de Brasília, pretende tratar os rebeldes com severidade. O instrumento mais útil é controlar a liberação de dinheiro de campanha.

Diante da força de Lula no Nordeste, todos os envolvidos na treta sabem que ela está longe de acabar.

De O Bastidor

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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