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O que Lula fez pelo Agronegócio: investia mais que hoje, reduzia custos e incentivava exportações.

30/08/2022

Em valores corrigidos, os investimentos dos governos do PT cresceram 335% entre as safras de 2002/2003 e 2015/2016, atingindo R$ 256,5 bi. Hoje, Bolsonaro investe R$ 251,2 bi.

Quem não faz, mente. Com o começo oficial do período eleitoral, a estratégia de quem não tem compromisso com a verdade é mentir para esconder o passado. Os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ao contrário das fake news que têm sido difundidas por aí, investiram muito na agricultura (tanto o agronegócio como os pequenos agricultores). Confira o que Lula fez pelo setor:

O aumento do financiamento da produção, por parte do governo, passou de R$ 20 bilhões em 2002/2003 para R$ 187,7 bilhões em 2015/2016. Quando corrigimos esses valores para os dias atuais, segundo a calculadora do Banco Central, nota-se que o aporte foi o equivalente a R$ 59 bilhões na safra 2002/2003, e cresceu para cerca de R$ 256,5 bilhões em 2015/2016. Ou seja, os investimentos mais do que dobraram, num aumento de 335%.

Bolsonaro, por sua vez, é só bravata. Comparado a esses valores, o investimento da safra 2021/2022, de R$ 251,2 bilhões, nem sequer manteve o que faziam os governos petistas.

O que Lula fez pelo Agronegócio

“Por isso que nós precisamos incentivar os pequenos e médios produtores rurais deste país com financiamento e nós precisamos fazer, como já fizemos, uma securitização para o agronegócio. Em 2008 foram R$ 89 bilhões, se não todos eles estavam quebrados. Eu duvido que o Bolsonaro fez pelo agronegócio 10% do que Lula e Dilma fizeram neste país”, afirma Lula.

Os governos Lula e Dilma transformaram o campo em uma das bases do processo de desenvolvimento. E mostraram que o país cresce mais quando cresce junto, por isso, fomentaram políticas para que o agronegócio e a agricultura familiar pudessem conviver em uma relação complementar.

Lula ampliou o limite de crédito por agricultor e a redução de custos, que registrou, nas três últimas safras em períodos petistas, taxas de juros negativas.

Também foram criadas novas linhas de crédito que se adequavam melhor ao perfil do produtor. O Pronamp, para médios produtores, o Moderfrota e o Inovagro, para estimular investimento em máquinas e equipamentos, e o programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono, para apoiar adoção de práticas mais sustentáveis de produção.

Com mais linhas de crédito, a produção de grãos cresceu 98% em 12 anos, saltando de 96 milhões de toneladas (safra 2001/2002) para 191 milhões de toneladas (2013/2014). O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 34% em dez anos, chegando a R$ 1,03 trilhão em 2014. O peso na balança comercial decolou, e o setor foi responsável por 41,28% das exportações em 2013.

Outra importante medida foi a criação do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), para diminuir os riscos do produtor agrícola. Com ele, o governo assumiu o compromisso de ajudar o produtor rural a pagar uma parte do valor da apólice do seguro, em percentual que varia conforme a cultura, a região e riscos envolvidos.

As subvenções pagas pelo governo cresceram de R$ 2 milhões, em 2005, primeiro ano de operacionalização do programa, para R$ 693 milhões, em 2014, ano de maior cobertura. No período do PT, foram atendidos 447 mil produtores, envolvendo R$ 2,8 bilhões.

Os governos Lula e Dilma fizeram as exportações de produtos agropecuários crescer 478% entre 2003 e 2014. O país, que até 2003 exportava para 120 nações, passou a vender para 210 países, e, até hoje, o Brasil é o maior exportador mundial de soja, açúcar bruto, carne bovina congelada e aves.

A cadeia produtiva do agronegócio passou de US$ 30,65 bilhões em exportações, em 2003, para US$ 99,96 bilhões em 2013. A China, que em 2003 importou US$ 1,7 bilhão do agronegócio brasileiro, em 2013 tornou-se o principal destino das exportações do setor. Foi a primeira vez, em ano fechado, que a China superou a União Europeia como principal comprador de produtos do agronegócio brasileiro, adquirindo US$ 22,88 bilhões naquele ano.

No plano de governo Lula-Alckmin apresentado ao TSE, consta o fortalecimento da produção agropecuária e estímulo a setores e projetos inovadores, assim como o fortalecimento da estrutura produtiva por meio da reindustrialização.

O texto reforça que a produção agrícola e pecuária é decisiva para a segurança alimentar e para a economia brasileira, por isso é preciso investir no desenvolvimento do complexo agroindustrial para a constituição de uma agroindústria de primeira-linha, com alta competitividade mundial.

O governo Bolsonaro tem prejudicado também o agro, principalmente com sua política externa desastrosa. Os recentes ataques do ministro Paulo Guedes à França, por exemplo, colocam o Brasil de hoje na contramão da política de relações exteriores conduzida os governos petistas, que levou o Brasil a ser o terceiro maior exportador de alimentos do mundo.

Bolsonaro promete muito ao setor, mas tem entregado pouco. Sua gestão incompetente ignora as complexidades do agro e sofre com a falta de recursos previstos para o setor no Orçamento.

Se existe um motivo para o agronegócio apoiar fortemente Bolsonaro é a liberação da questão ambiental, com o aparelhamento dos órgãos de fiscalização. Mas também isso não vem de encontro aos agronegociantes mais sérios: as restrições europeias a carnes e grãos oriundas de áreas ilegais podem comprometer o mercado externo para o Agronegócio Brasileiro. As dificuldades para obter os produtos do agronegócio da Ucrânia podem minorar por algum tempo essas restrições. No entanto, a guerra não vai durar para sempre.

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