Lula afirma que CONAB vai atuar com estoques para ajudar no combate à fome.

Veja como armazenar grãos e cereais para fazer durar mais – Nova Mulher

BRASÍLIA (Reuters) – O candidato do PT à Presidência, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que, se for eleito, vai trabalhar para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atue como um estoque regulador de alimentos em situações de alta dos preços dos insumos.

“É preciso que a gente recupere a Conab e seja feito com a Conab como era feito no nosso governo, como se fosse estoque regulador de determinado tipo de alimentos não perecíveis para que, quando tivesse quebra no mercado, o governo entrasse e colocasse os produtos no mercado”, disse Lula em entrevista coletiva em Porto Alegre.

O ex-presidente destacou que não tem preconceito com o agronegócio, e disse que as grandes empresas do setor podem muito bem conviver com uma “agricultura familiar forte” no país.

Lula afirmou ainda que não vai permitir desmatamento na Amazônia sob o pretexto de aumentar a área para agricultura no Brasil.

Na entrevista, o petista afirmou ainda que vai provar que é possível garantir o piso salarial nacional dos professores e também da enfermagem. Esse último está suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

(Reportagem de Ricardo Brito)

Se segurar, através da política de preços mínimos, com os mecanismos de EGF (Empréstimos do Governo Federal) e AGF (Aquisições do Governo Federal), que funcionaram tão bem no passado, a CONAB garante o fornecimento de grãos para o alimento de humanos e animais, como porco, galinhas, cabras e vacas leiteiras, garantindo acesso da população a uma alimentação básica diversificada.

Resta saber por que os governos Temer e Bolsonaro acabaram com as funções primordiais da CONAB. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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