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“Se eu não ganhar no 1º turno, algo aconteceu no TSE, diz o golpista de plantão.

19/09/2022

Golpe de Estado no Brasil em 1964 – Wikipédia, a enciclopédia livre

Esqueça Bolsonaro: 64 não voltará jamais.

O Presidente não acredita em pesquisas. Prefere observar o desenvolvimento da sua campanha pelas andanças pelo País, onde desfilam motoqueiros com gasolina paga pelos seus patrocinadores.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, se não vencer a eleição no primeiro turno com mais de 60% dos votos, “algo de anormal” terá acontecido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela realização do pleito e contabilização do resultado.

A declaração foi dada durante uma entrevista para o SBT em Londres, onde Bolsonaro viajou para o funeral da rainha Elizabeth II. “Pelas minhas andanças pelo Brasil, em especial nos últimos dois meses, se nós não ganharmos no primeiro turno, algo de anormal aconteceu dentro do TSE.”

É óbvio que o Presidente da República, que tem demonstrado tanto desconhecimento de assuntos mais simples, não acredita em estatísticas e pesquisas. Antes disciplina das faculdades de Economia e até da Engenharia, hoje a matéria é ensinada em curso específico de graduação. Portanto, pesquisas de opinião não significam nada para Jair Messias, a não ser aquelas divulgadas por institutos obscuros que o indicam como vencedor das próximas eleições.

O pior de tudo é que Bolsonaro, disseminando notícias sem nenhum fundamento científico, faz crer a uma legião de seguidores que está tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Como papagaios, estes banners, cards e memes são publicados em grupelhos de mídias sociais dedicados à louvação do Mito, um dos piores acidentes políticos dos últimos 100 anos no País, para evitarmos comentários sobre o golpe militar de 1889.

Na época, um velho general, amigo pessoal de Dom Pedro II, foi retirado do leito e colocado sobre um cavalo, para declarar uma República que até hoje, quase 133 anos depois, ainda não foi consolidada.

Alguém precisa avisar o pequeno golpista de que a  rejeição ao seu governo e aos seus desmandos cresce na razão inversa da sua intenção de voto. Temo que ele saiba disso. Melhor preparar o seu plano de viagem sem volta ao ostracismo e aos rigores da lei.

Como de maneira perfeita disse ontem a jornalista Hildegard Angel, ela mesma vítima dos golpistas de 64, quando perdeu o irmão e a mãe em assassinatos cruéis, “o bolsonarismo não é uma opção política, é uma doença”.

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