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Polícia Rodoviária multa e depois asfixia motociclista sem capacete.

10/10/2022

Além de promover a asfixia e a morte de Genivaldo, por resistir à prisão depois de multado, por falta de capacete ao pilotar sua motinho, os PRFs enviaram, à família, 3 multas, no valor de R$1.800,00 para pagar. 

O programa Fantástico, da Rede Globo,teve acesso a informações exclusivas da perícia e da investigação do caso Genivaldo – o homem agredido e asfixiado em uma abordagem brutal de policiais rodoviários federais, em Sergipe. Os três agentes foram indiciados. Eles respondem em liberdade.

Foram 11 minutos e 27 segundos em meio a gases tóxicos, dentro de um lugar minúsculo e sem poder sair da viatura estacionada. Este é um dos resultados da perícia feita pela Polícia Federal sobre a abordagem violenta que resultou na morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos.

O ato brutal aconteceu no dia 25 de maio, em Umbaúba, cidade do sul de Sergipe com cerca de 25 mil habitantes. Os acusados, três policiais rodoviários federais: William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento. Genivaldo foi parado pelos agentes por pilotar uma moto sem capacete.

Os peritos analisaram imagens de câmeras de segurança e vídeos gravados por pessoas que testemunharam tudo, inclusive parentes de Genivaldo.

A Polícia Federal fez uma reconstituição do caso e concluiu: com a detonação do gás lacrimogêneo, houve a liberação de gases tóxicos, como o monóxido de carbono e o ácido sulfídrico. Os peritos atestaram que a concentração de monóxido de carbono foi pequena. Já a de ácido sulfídrico foi bem maior, e pode ter causado convulsões e incapacidade de respirar.

Segundo a perícia, o esforço físico intenso e o estresse causados pela abordagem policial resultaram em uma respiração acelerada de Genivaldo. Isso pode ter potencializado ainda mais os efeitos tóxicos dos gases. A perícia afirma ainda que os gases causaram um colapso no pulmão de Genivaldo.

Polícia Federal indiciou os três agentes da PRF por homicídio qualificado e abuso de autoridade. Agora, o Ministério Público Federal e a Justiça decidem se vão dar prosseguimento ao processo.

A defesa alega que a intenção não era matar Genivaldo.

Com relato do G1

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