A escritura de propriedade sobre trabalhadores foi extinta em 1888.

Do Bahia Notícias

O empresário Adelar Eloi Lutz publicou nesta quarta-feira (19), um vídeo nas redes sociais, explicando que o áudio vazado, onde supostamente ele orienta que suas funcionárias colocassem o celular no sutiã para filmar o voto na urna eletrônica e prove que votou em Bolsonaro (lembre aqui), se tratava de uma brincadeira. O caso de suposto assédio eleitoral é apurado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

No vídeo, o empresário explica: “mandei essa coisa [áudio] para várias pessoas, mas não sei como foi para em outros lugares. Jamais ia fazer isso [demitir alguém]”, afirmou.

Adelar também disse que alguns dos seus funcionários têm familiares que apoiam o candidato do partido oposto e mesmo assim continuam em sua empresa. “Eu tenho gente que está trabalhando aqui que a família toda é PT, eu botei para fora? Eu não, só disse que tem que analisar e tal, mas não por isso, não tem pressão nenhuma”, disse.

A Lei Áurea sobre o trabalho escravo foi promulgada no ano de 1.888. Mesmo hoje, a vergonha sobre esse tipo de trabalho permanece.

No Oeste baiano esse tipo de postura se replica de maneira infame. Esta semana, como forma de pressão sobre funcionários, divulgou-se que os mesários da Justiça Eleitoral estariam entregando a empresários interessados a relação de votantes, com o nome do eleitor e sua opção eleitoral.

A criação dessa boataria é mais uma tentativa de coagir os colaboradores de uma empresa. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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