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O risco armado.

02/11/2022

Por Diego Escosteguy, em O Bastidor

A Agência Brasileira de Inteligência obteve informações reputadas como confiáveis de que civis e militares no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em São Paulo e no Rio de Janeiro estão engajados em atos preparatórios de violência política.

Segundo duas fontes com acesso direto aos fatos, os informes foram preparados há poucas horas, entre a noite de segunda e a madrugada de terça. Serão disseminados ao Gabinete de Segurança Institucional, ao Ministério da Defesa e à Presidência da República.

As informações provêm de fontes abertas na internet e são corroboradas por fontes sigilosas da Abin. Analistas da agência consideram os relatos confiáveis como material de tomada de decisão.

Entre o material analisado, ao qual o Bastidor teve acesso ao menos em parte, há vídeos e áudios de militares no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina organizando ataques armados a alvos ainda não identificados. A motivação é declarada: insatisfação com o resultado das eleições e desejo de subverter a ordem democrática por meio de uso de força. Esses militares parecem crer que terão apoio do presidente Jair Bolsonaro. Estão se organizando por meio de aplicativos de mensagens.

Os militares, assim como os civis, interpretam os bloqueios nas rodovias e o silêncio do presidente como um movimento preparatório para decretar uma intervenção militar. Eles estão armados com fuzis e pistolas. Por mais que os indivíduos possam não passar da etapa de planejamento, as circunstâncias e o armamento envolvido elevaram o grau de alerta entre os analistas de inteligência do estado brasileiro.

Alguns dos envolvidos afirmam que criariam, nas próximas horas, pontos de resistência armados nas rodovias já ocupadas. Ficariam à espera do Exército. Um dos grupos organizou uma “manifestação” para hoje (terça) à tarde em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. O mote: pedido de intervenção militar.

A inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal será avisada dessa e de outras possíveis manifestações de caráter golpista.

Por meio da Comissão de Inteligência, que supervisiona o trabalho da Abin, o Senado pode, em tese, pedir acesso aos relatórios e ficar a par do desenrolar da crise por meio dos produtos preparados pela agência.

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