Os caminhoneiros, tão sacrificados pelas políticas econômicas de Guedes, estão sendo usados como bucha de canhão.

Nereu Crispim, deputado líder da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros, no Congresso Nacional lamenta a situação dos heróis da estrada.

Em entrevista ao Congresso em Foco, o líder da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros no Congresso Nacional, deputado Nereu Crispim (PSD), criticou os bloqueios promovidos por bolsonaristas nas rodovias em protesto ao resultado das eleições presidenciais deste ano.

Foto: Cleia Viana/Agência Câmara

Ex-motorista e dono de caminhão por 35 anos, o parlamentar afirmou que as obstruções promovidas por caminhoneiros não têm relação com a categoria. Segundo Crispim, são atos golpistas tramados por políticos e empresários, sobretudo do agronegócios, que não aceitam a vitória de Lula (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL).

“Os caminhoneiros estão sendo usados como bucha de canhão de golpistas.[…] Caminhoneiro de verdade não apoia Bolsonaro porque ele mentiu para a categoria nos quatro anos. O caminhoneiro aceita o resultado da eleição”, disse o deputado ao Congresso em Foco.

De acordo com um balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado no início da manhã desta quinta-feira (3), 11 estados ainda sofrem com os bloqueios.

“Botaram o rótulo de que caminhoneiro é capacho de Bolsonaro e faz qualquer coisa por Bolsonaro. Isso é mentira. A categoria apenas o apoiou da outra vez porque ele dizia que ia seguir a pauta dos caminhoneiros. Não fez nada por eles. Mentiu por quatro anos”, completou Crispim.

Conforme a reportagem, a frente parlamentar, composta por 235 deputados e 22 senadores, entrou na segunda-feira (31) com ação na Justiça Federal pedindo indenização por danos morais e materiais para a categoria.

“Estão usando o nome de caminhoneiros indevidamente. É o choro ideológico dos perdedores, que pregaram ódio por quatro anos. Isso é um mais um motivo para eles terem merecido perder a eleição. Eles diziam defender Deus, pátria e família e estão atentando contra tudo isso”, completou o deputado na entrevista.

Editado por Bahia.ba e O Expresso.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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