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Lula cobra ação enérgica das Forças Armadas e pressão sobre Múcio aumenta.

09/01/2023

Cerimônia em que Múcio assumiu Ministério da Defesa, na primeira semana do governo Lula - Ministério da Defesa

Múcio, na posse.

Os atos golpistas em Brasília aumentaram a pressão sobre o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que chefia as Forças Armadas. Para o governo, se a falta de ação da PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) para conter os bolsonaristas terroristas foi duramente criticada, houve também certa conivência por parte das FAs —que não agiram contra os golpistas acampados.

Pelo contrário. Na última madrugada o Exército impediu que a PM entrasse no acampamento em frente ao QG, em Brasília, e prendesse os envolvidos —mesmo depois que os terroristas haviam depredado as sedes dos três Poderes.

Múcio é próximo das Forças Armadas e, mais ligado à centro-direita, teve seu nome indicado por Lula exatamente por isso. A nomeação não agradou a cúpula petista —e só piorou quando ele declarou que as aglomerações em quartéis seriam “manifestações democráticas”.

Múcio vem falando isso desde antes da posse, quando deu entrevista junto ao ministro da Justiça, Flávio Dino, e o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Dino tem defendido a desmobilização nos locais desde que foi indicado à pasta, mas também deixava claro que, por se tratar de área militar, qualquer ação caberia a Múcio.

Desde o episódio da bomba localizada nas proximidades do aeroporto da capital federal, Dino vinha defendendo que os casos fossem vistos como terrorismo. Questionado em coletiva pós-atos sobre se os dois estavam na mesma página, o ministro respondeu que “na tarde de ontem, sim”.

Entre petistas e aliados que viram com atenção a indicação de Múcio, já havia a reclamação que o ministro não tinha agido tão energicamente para que os golpistas deixassem as portas das casernas. Até então, Lula não havia se posicionado.

Ele se encontrou com o ministro ontem e hoje se reuniu oficialmente com ele e os três comandantes das Forças Armadas —general Júlio Cesar de Arruda (Exército), almirante Marcos Olsen (Marinha) e brigadeiro Marcelo Damasceno Aeronáutica)— no Planalto.

Segundo interlocutores, Lula reforçou a confiança que tem nos nomes indicados ao comando, mas cobrou ação. Com ameaças golpistas, a orientação é que as forças de segurança não podem titubear.

Do UOL, editado

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