Efeito dominó da quebra de bancos nos EUA derruba sistemas financeiros na Europa.

Fachada do banco suíço Credit Suisse em frente a uma filial em Berna, Suíça, em 29 de novembro de 2022. — Foto: REUTERS/Arnd Wiegmann/File Photo

O mercado de ações global começou o dia em queda nesta quarta-feira (15), com um novo temor de crise no sistema bancário. Depois das turbulências causadas pela quebra do banco norte-americano Silicon Valley Bank (SVB), os ânimos voltaram a azedar com notícias ruins envolvendo o suíço Credit Suisse.

Depois de resultados ruins apresentados no trimestre passado, o banco foi informado que seu principal acionista, o Saudi National Bank, da Arábia Saudita, não vai apoiar a instituição com um aumento de sua participação no capital.

As ações do Credit Suisse despencaram mais de 20% nesta quarta e trouxeram temores ao mercado sobre uma situação generalizada de crise bancária internacional. Além do Credit, concorrentes europeus viram as ações despencarem nesta manhã, também acima dos 10%.

Para especialistas, a expectativa é que haja poucos efeitos diretos da crise para os bancos brasileiros. (saiba mais abaixo)

O movimento vem depois de dois bancos norte-americanos terem a falência decretada em um intervalo de três dias, aumentando as incertezas sobre a saúde do sistema bancário global.

Nos EUA, o resgate veio a galope: o Federal Reserve permitiu, por exemplo, que os bancos pudessem emprestar quantias “ilimitadas”, desde que os empréstimos possam ser garantidos por títulos do governo seguros. Além disso, os reguladores também prometeram recuperar todos os depósitos de clientes do SVB e do Signature Bank mesmo acima do limite padrão de US$ 250 mil.

As medidas conseguiram estabilizar um pouco os mercados na terça-feira, mas a situação voltou a se complicar.

Editado por G1.globo.com

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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