Diante da iminente prisão do Bolsonaro, outro fator do tabuleiro de xadrez que o Alexandre de Moraes está jogando voltou a ficar em evidência: o Partido Militar.
Eles estavam em “modo espera”, analisando os fatos depois do 8 de janeiro.
Hoje voltaram a fazer ameaças através de garotos e garotas de recado da mídia. Insinuam que o Alexandre está “esticando a corda” e que não conseguirão conter a revolta do oficialato.
Obviamente que a sociedade civil está preparada para enfrentar a sanha golpista. Não estamos em 64. Inclusive quem manda esse tipo de ameaça é tão covarde que precisa se esconder atrás de jornalistas. Ainda assim, o ministro age de forma estratégica, tentando não deixar brechas que possam causar ruídos em algum grupo político.
A prisão precisa ser incontestável. Só é estranho que em uma democracia militares sejam considerados um grupo político. Inclusive o partido militar foi um dos principais grupos políticos do governo Bolsonaro.
Essa volta dos recados do partido militar é meramente medo da prisão do Bolsonaro e da possível extensão das prisões até o meio militar.
Inclusive, membros do círculo bolsonarista deixaram vazar para a mídia hoje que não acreditam que o Moraes tenha a coragem de prender o Bolsonaro.
Então eu questiono: alguém realmente acredita que o Alexandre de Moraes tenha medo de prender o Bolsonaro? Eu estou certo que não! Ele já deu provas da coragem que tem, enquanto o bolsonarismo já demostrou viver de bravatas.
Toda essa pressão tem como alvo o ministro, mas não tem chance alguma de alguma ameaça se concretizar. É puro desespero. E a prisão virá. Só falta decidir a data.
De Vinicios Betiol, pós-graduado e Mestre na área de Geopolítica pela UERJ.
Genô se faz de mujadim do fundamentalismo neopentecostal e militar. Mas não gostaria de estar, nos dias de hoje, no Afeganistão, onde a lei da Sharia voltou a ser aplicada. A aplicação da sharia inclui execuções públicas, apedrejamento, chicotadas e amputação como punição para ladrões. Em 2 de janeiro passado, ao ser questionado pelo Correio sobre a restauração da pena de morte e das execuções públicas, Suhail Shaheen — então porta-voz do Talibã e hoje chefe do Escritório Político do grupo em Doha (Catar) — disse que o povo afegão tem suas leis islâmicas, que “se baseiam na justiça”.


Mas existe uma massa imensa, que quando Lula era esmagado por processos viciados, exigia da esquerda repúdio ao Lula. Porém essa mesma massa está calada, mesmo tendo provas e mais provas jogadas ao ventilador até mesmo pela pouca inteligência e estratégia do advogado do milico, e essa massa se mantém firme no apoio ao inominável. Apoiam porque são extremamente iguais a ele. Porque repudiar o que ele fez e pensar é repudiar a si mesmo e seu jeito de pensar. A direita é vergonhosa e não faz questão de esconder.