A terça-feira foi mais um dia de grandes transtornos para muitos municípios. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, pelo menos, 76 cidades reportaram danos. Sete mortes foram confirmadas, cinco pessoas ficaram feridas e 18 estão desaparecidas. O Instituto MetSul diz que situação poderá se agravar ainda mais, com a continuidade das chuvas por 14 dias.
As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início da semana e que, com maior intensidade, ocorreram ao longo desta terça-feira, levaram o Estado a relembrar cenas de um passado recente. Inundações, resgates dramáticos, deslizamentos de terra, rodovias bloqueadas, crateras que se abrem e engolem pontes e estradas e comunidades isoladas. O governador, Eduardo Leite, fez um apelo para que as pessoas atendam aos alertas de evacuação e evitem sobrecarga às equipes de resgate, “São muitas as localidades que precisam das nossas equipes de bombeiros, além de FAB, Exército e Marinha. A situação é crítica e ainda temos prognósticos de chuvas intensas”, projetou. “É um momento de desastre com perdas de vidas, queremos evitar mais.”
Situação das chuvas nesta noite
As fortes enxurradas também afetaram estradas federais e estaduais no Rio Grande do Sul ao longo de todo o dia. De acordo com informações do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), as condições meteorológicas adversas resultaram em erosões, deslizamentos de terra, e quedas de barreiras, afetando o tráfego em diferentes trechos.
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Enchentes como a de setembro de 2023, em Lajeado, a 100 KM de Porto Alegre, podem se repetir até com mais intensidade
Entre as rodovias totalmente bloqueadas, destacam-se a ERS 130, no km 37 em Venâncio Aires, devido à erosão da pista; a ERS 431, no km 22 em São Valentim do Sul, devido à queda de uma ponte; a ERS 421, no km 18 em Forquetinha, com a pista coberta pela água; a RSC 153, no km 303 em Santa Cruz do Sul, devido a deslizamento de terra; e a ERS 129, no km 78 em Encantado, também resultado de um deslizamento de terra.
Atuação da Força Aérea.
A Força Aérea Brasileira (FAB) atuou, nesta terça-feira (30/4), no Rio Grande do Sul (RS) no resgate de famílias afetadas pelas enchentes que atingem o estado. Na região de Candelária, uma família que estava ilhada em uma casa com risco de desabamento foi socorrida.
O resgate da família foi realizado já no período noturno, com a retirada das pessoas por içamento. Os militares contam com óculos de visão noturna para possibilitar as ações após o período diurno.
A FAB divulgou que foi acionada na noite desta terça e colocou dois helicópteros H-60 Black Hawk, do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5°/8° GAV), lotado na Base Aérea de Santa Maria (Basm) para realizar as ações.
Imagens do alto mostram uma grande extensão de terra coberta pela água. Apenas as copas de algumas árvores podem ser avistadas. As casas estão rodeadas de água.
Em um dos pontos, o solo foi arrastado, deixando um rasgo chão. Em outro trecho da gravação é possível observar uma casa com a água entrando no imóvel. Ela está do lado de um volumoso curso d’água, que se desloca em velocidade. Neste local, os militares realizara o içamento, com um cesto, de uma senhora do solo até a aeronave.
Com MetSul, Correio do Povo e Metrópoles.

