



Há pouco mais de 20 anos, o algodão ainda era uma aposta incerta no Oeste da Bahia. A cultura exigiu investimentos em pesquisa, desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima e ao solo do Cerrado e persistência dos produtores rurais. Duas décadas depois, a Bahia ocupa o segundo lugar no ranking nacional de produção da fibra, e o Brasil reverteu seu papel de importador para se tornar o maior exportador mundial.
Hoje, o mesmo Cerrado baiano que se tornou referência na cotonicultura nacional vive um novo marco: o avanço acelerado da cultura do cacau. Introduzida na região há apenas sete anos, a cacauicultura já demonstra índices de produtividade muito superior à média mundial, e vem se destacando como a próxima grande força produtiva do agro brasileiro.
Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, o paralelo é inevitável. “O que estamos vendo com o cacau hoje lembra muito o início da cotonicultura no Oeste. Uma cultura desafiadora, que exigiu adaptação e conhecimento técnico, mas que encontrou no Cerrado baiano as condições ideais para se desenvolver. Assim como o algodão, o cacau tem potencial para colocar a Bahia e o Brasil em uma nova posição de destaque mundial”, afirma.
Produtividade e diferenciação: um cacau para o futuro
