Há direito de não viver em guerra?

Veja fotos de soldado israelense alvo da PF curtindo férias na BahiaFoto do Metrópoles.

Por Sabrina Fernandes, colunista do Intercept Brasil

No artigo de março para o Intercept Brasil, mergulhei no contexto dos israelenses que, após cumprirem suas funções no genocídio em Gaza e na ocupação e limpeza étnica na Palestina, saem de férias, chegam no Brasil e ocupam praias e estabelecimentos com total certeza de impunidade.

O estado de Israel e suas lideranças estão na mira de acusações de crimes de guerra e contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional, mas não há quase nenhum avanço na responsabilização.

O problema é que o direito internacional tem sido desrespeitado não somente pelos mandantes de guerra, como Netanyahu, Trump e Putin.

Países onde se enche a boca para falar de respeito à soberania, seja o Brasil ou a França, também riem na cara de suas obrigações frente ao direito internacional ao normalizar absurdos e resumir sua postura a palavras e declarações em redes sociais.

Mas não é normal que uma escola seja bombardeada, assassinando cerca de 150 crianças e adultos e ferindo outras 100. Não é normal que uma operação de guerra seja retratada por um presidente como se fosse uma mera jogada de videogame.

É nada normal que um estado emita avisos de evacuação para bairros inteiros de outro país, com pouca antecedência, e se espere que povos civis e inocentes simplesmente aceitem a perda de suas residências, pertences, e vidas inteiras. Nada disso é normal, mas está normalizado.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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