Foto do Metrópoles.
Por Sabrina Fernandes, colunista do Intercept Brasil
No artigo de março para o Intercept Brasil, mergulhei no contexto dos israelenses que, após cumprirem suas funções no genocídio em Gaza e na ocupação e limpeza étnica na Palestina, saem de férias, chegam no Brasil e ocupam praias e estabelecimentos com total certeza de impunidade.
O estado de Israel e suas lideranças estão na mira de acusações de crimes de guerra e contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional, mas não há quase nenhum avanço na responsabilização.
O problema é que o direito internacional tem sido desrespeitado não somente pelos mandantes de guerra, como Netanyahu, Trump e Putin.
Países onde se enche a boca para falar de respeito à soberania, seja o Brasil ou a França, também riem na cara de suas obrigações frente ao direito internacional ao normalizar absurdos e resumir sua postura a palavras e declarações em redes sociais.
Mas não é normal que uma escola seja bombardeada, assassinando cerca de 150 crianças e adultos e ferindo outras 100. Não é normal que uma operação de guerra seja retratada por um presidente como se fosse uma mera jogada de videogame.
É nada normal que um estado emita avisos de evacuação para bairros inteiros de outro país, com pouca antecedência, e se espere que povos civis e inocentes simplesmente aceitem a perda de suas residências, pertences, e vidas inteiras. Nada disso é normal, mas está normalizado.
