O BNP Paribas, o Bradesco e o Rabobank estão entre os maiores credores da Raízen, empresa de açúcar e etanol, que busca reestruturar extrajudicialmente cerca de R$ 65 bilhões em dívidas.
Documentos divulgados pela Raízen revelaram que o BNP, com sede em Paris, tem a receber R$ 4,2 bilhões, segundo informações da empresa divulgadas na quarta-feira (11). Bradesco, Santander, Rabobank e Sumitomo Mitsui têm a receber cerca de R$ 2 bilhões, cada, enquanto o Itaú Unibanco possui mais de R$ 1 bilhão com a empresa.
A Raízen, controlada pela Shell e pela Cosan, concordou em iniciar uma reestruturação extrajudicial de sua dívida de R$ 65 bilhões, suspendendo os pagamentos e concedendo um prazo de 90 dias para obter a aprovação dos credores para um plano mais abrangente.
Isso pode envolver aportes adicionais de capital por parte dos proprietários, a conversão de parte da dívida em ações ou a venda de ativos.

