Namorado é suspeito de empurrar Miss para a morte em edifício no Rio

Ana Luiza Mateus — Foto: Ana Luiza Mateus/ Arquivo pessoal

A candidata da Bahia ao concurso de beleza Miss Cosmo e modelo Ana Luiza Mateus, de 29 anos, foi encontrada morta após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, nesta quarta-feira (22).

O namorado da jovem foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio. Eles estavam juntos havia três meses.

Testemunhas contaram ao g1 que viram o casal chegar ao condomínio Alfapark discutindo. Após a briga, o namorado de Ana Luiza, Tarso Ferreira, deixou o prédio sozinho. Mas depois retornou, segundo a polícia.

Funcionários disseram que orientaram a modelo a deixar o local caso o namorado voltasse. Ana Luiza disse então que comprou uma passagem de volta para casa, porém, decidiu permanecer no imóvel, de onde caiu por volta das 5h30.

O voo para a Bahia estava marcado para esta madrugada.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A perícia já foi feita no local, e alguns depoimentos já foram ouvidos.

O Miss Cosmo é um concurso de beleza internacional realizado anualmente na cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã, e promovido pela UNICorp e pela UNIMedia. O Brasil realiza uma seleção nacional para escolher a representante que participa da competição.

Relação conflituosa

 

Segundo o delegado Renato Martins, diversas testemunhas, de fontes independentes, disseram que o casal vivia em conflito:

“Havia entre eles uma relação muito abusiva, e uma discussão acalorada há alguns dias e nesta madrugada especialmente houve uma espécie de guerra entre eles que foi muito ouvida por vizinhos, pelos funcionários do condomínio.”

 

“Além disso, nós temos também mensagens trocadas entre a vítima e parentes, entre a vítima e amigos, entre a vítima e o próprio autor do fato. Então, todos esses elementos convergem num único indiciamento de que o autor é partícipe dessa ação criminosa, desse feminicídio praticado contra essa jovem”, acrescentou o delegado.

O delegado afirmou ainda que o suspeito alterou a cena do crime e, segundo testemunhas, tentou deixar o local pela porta dos fundos.

“Primeiro, ele mexeu, ele moveu a cena do crime. Segundo relatos, ele tenta sair pela porta dos fundos do condomínio e aparece de repente chorando muito, só que mexendo no corpo e isso não pode ser feito. Isso é uma violação da prova processual.”

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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