A “anja loira de farmácia” que botou o revólver na boca da doméstica grávida de 6 meses. Policial militar prevaricou e livrou a patroa da prisão em flagrante.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, patroa acusada de torturar uma doméstica grávida no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís (MA), foi presa nesta quinta-feira (7/5), no Piauí. A suspeita relatou em áudio a violência.
Segundo a polícia, Carolina arrastou a funcionária pelos cabelos, agrediu a trabalhadora com coronhadas e colocou uma arma na boca da doméstica por desconfiar de que ela teria roubado uma joia.
O crime ocorreu em 17 de abril, quando a patroa resolveu “intimidar” a doméstica, grávida de 6 meses, sob a acusação de roubo.
Conforme a Polícia Civil do Maranhão (PCMA), para agredir a funcionária, Carolina colocou a vítima de joelhos e ainda contou com a ajuda de um comparsa, que segurava a mulher durante o ataque.
Após a tortura, a patroa passou a ser investigada, e os policiais tiveram acesso a áudios de Carolina, registrados após a agressão.
Na gravação, a criminosa narra a tortura e ainda diz que quase foi presa, no entanto, o policial militar era conhecido dela e a liberou, mesmo com marcas de violências no corpo da vítima.
Carolina foi presa de forma preventiva, após pedido de prisão da Ordem dos Advogados do Brasil do Maranhão (OAB-MA).
Segundo os advogados, a medida foi expedida devido à “extrema gravidade dos fatos” no boletim de ocorrência, que detalhou “crime de tortura, majorado pela condição de gestante da vítima”.
Além disso, a defesa da doméstica relatou que a vítima sofreu “lesão corporal dolosa, calúnia e ameaça”.
A serviçal, torturada para confessar crime que não cometeu.
