Soja e derivados tem queda nas cotações junto com o petróleo, após acordo no Oriente Médio.

USDA mantém projeções de estoques de soja e milho nos Estados Unidos - Revista Globo Rural | Soja

O ritmo do plantio da leguminosa nos EUA, atingindo 33%, também é fator de recuo nas cotações, apesar da escassez de recursos para a operação.

As baixas no complexo soja continuam nesta manhã de quinta-feira (7) na Bolsa de Chicago. Soja, farelo e óleo seguem acompanhando perdas que se observam também no petróleo – que também segue caindo hoje, com os mercados ainda muito focados na possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, o que resultaria, principalmente, na reabertura do Estreito de Ormuz. 

As baixas na soja, por volta de 5h45 (horário de Brasília), variavam de 1,50 a 3 pontos, levando o julho a perder os US$ 12,00 e ser cotado a US$ 11,93 por bushel. O setembro tinha US$ 11,66. Tanto no farelo, quanto no óleo, a queda era bem mais modesta do que a observada na sessão anterior e não chegava a 0,3%. 

O cenário externo e os desdobramentos geopolíticos globais permanecem sendo a principal influência sobre os mercados e o caminhar das commodities. Ontem, com a chegada da notícia de que norte-americanos e iranianos estariam próximos de encontrar uma solução para o fim dos conflitos no Oriente Médio, as baixas foram generalizadas entre as agrícolas e, principalmente, energéticas. 

Os traders, porém, sabem que as notícias são frágeis e podem mudar rapidamente, o que faz com que analistas e consultores sigam afirmando que a volatilidade permanece muito presente em todos os mercados. 

Entre os fundamentos, o foco está sobre o bom avanço da safra 2026/27 dos EUA, com o plantio acontecendo em ritmo avançado e as condições de clima que seguem favorecendo os trabalhos de campo no país. 

Ao mesmo tempo, atenções também – e expectativas crescentes – em torno da reunião da que acontece nos próximos dias entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim. 

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário