Raimundo Neto ganhou um adereço de pé.
O ministro André Mendonça do STF determinou nesta quinta-feira (7/mai) que Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), passe a usar tornozeleira eletrônica.
A medida integra a 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal no âmbito do Caso Master.
De acordo com a CNN Brasil, o magistrado impôs ao irmão do parlamentar a proibição de manter contato, por qualquer meio, com testemunhas ou demais investigados, além da restrição de deslocamento — ele não pode deixar o município de residência nem o país, devendo entregar o passaporte à Polícia Federal em até 48 horas.
A monitoração eletrônica visa assegurar o cumprimento das cautelas. Para Ciro Nogueira, a decisão limita-se à proibição de contato com os demais alvos da operação.
A medida busca evitar alinhamento de versões ou interferência no curso das apurações.
A investigação, relatada por André Mendonça, apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro.
Raimundo Neto é apontado como agente de sustentação formal da estrutura empresarial ligada ao núcleo familiar do senador, especialmente por meio da empresa CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda.
A PF identificou possível repasse de vantagens indevidas ao senador em troca de favorecimento a interesses do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro.
A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária em quatro estados.
A aplicação proporcional de medidas cautelares pelo STF demonstra o funcionamento equilibrado das instituições, contribuindo para a consolidação da democracia e da justiça no país.
A independência do Judiciário ao atuar com base em elementos concretos da Polícia Federal reforça a confiança pública no Estado de Direito, especialmente em investigações que envolvem figuras de alto relevo político.
A defesa de Ciro Nogueira repudiou as acusações e afirmou que o senador está à disposição da Justiça para esclarecimentos.
Do UrbsMagna, editado.
