Empate técnico: Lula cresce e Flavio cai em pesquisa que deu vitória para Bolsonaro em 2022.

Jogo Político: Flávio acerta com desafeto de Carlos e decide acabar com dança do 'funk do 01'O dançarino caindo na real: já estava até nomeando ministros e criando indultos. O bizarro quer ganhar votos na urna, como o seu Pai.

O Presidente, que na sondagem de abril do Apex/Futura apareceu atrás do senador de extrema direita com diferença de 5,4 pontos, agora colou no adversário. 

A corrida presidencial para 2026 começa a ganhar contornos de uma polarização intensa e cada vez mais acirrada. Segundo a nova pesquisa do instituto Futura Inteligência, em parceria com a Apex Partners, divulgada nesta segunda-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma recuperação significativa, alcançando um empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno.

Para quem não está lembrado, a Apex/Futura foi a única sondagem que apontou vitória de Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2022, algo que não ocorreu, já que Lula permaneceu 1,8 ponto percentual à frente do então candidato à reeleição na apuração final.

O levantamento agora aponta que o atual chefe do Executivo conseguiu estancar a vantagem do parlamentar de extrema direita, que em abril parecia consolidar uma liderança mais isolada. A oscilação positiva de Lula ocorre em um momento estratégico, reduzindo a distância entre os dois candidatos de forma drástica em apenas um mês. Outros institutos vêm mostrando a mesma tendência de duas semanas para cá.

A arrancada de maio e o fator “empate técnico”

Os dados comparativos revelam uma mudança clara de tendência no comportamento do eleitorado. No levantamento anterior, realizado em abril, Flávio Bolsonaro liderava com 48,0% das intenções de voto, contra 42,6% de Lula, uma diferença de 5,4 pontos percentuais que o colocava em vantagem real.

Agora, na sondagem de maio, o cenário registrou uma movimentação importante: Flávio oscilou para baixo, atingindo 46,9%, enquanto Lula subiu para 44,4%. Com essa variação, a distância entre ambos encolheu para apenas 2,5 pontos percentuais. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos, os dois adversários agora dividem o primeiro lugar dentro do limite estatístico, configurando um empate técnico rigoroso.

Essa melhora de Lula é acompanhada por uma queda acentuada no número de indecisos e de pessoas que não souberam responder, que despencou de 7,3% em abril para apenas 1,9% em maio, indicando que o eleitor está antecipando sua decisão.

Desempenho em outros cenários

A força do nome de Lula é evidente quando comparada a outros quadros do Partido dos Trabalhadores. No cenário em que o ministro Fernando Haddad substitui o atual presidente, Flávio Bolsonaro amplia sua vantagem, superando o ex-ministro da Fazenda com aparente folga. Haddad, por sua vez, lidera contra Ronaldo Caiado (PSD) e empata com o governador Romeu Zema (Novo).

Já em confrontos diretos, Lula demonstra fôlego contra outros nomes da direita e do centro: o petista venceria Caiado e Zema, além de registrar um empate técnico com Ciro Gomes (PSDB), segundo a Apex/Futura. Flávio também mostra musculatura política, batendo Ciro, Haddad e o próprio Caiado em simulações de segundo turno.

Rejeição e o “teto” dos candidatos

Apesar da melhora numérica e da redução da distância para o líder, o Palácio do Planalto ainda precisa monitorar o índice de rejeição. Lula permanece como o nome em que os entrevistados “não votariam de jeito nenhum”, seguido de perto por Flávio Bolsonaro e Fernando Haddad.

Esse teto de rejeição sugere que a eleição de 2026 será decidida no detalhe e na disputa pelo eleitorado de centro. A polarização cristalizada e o avanço de quase dois pontos percentuais de Lula em apenas 30 dias indicam uma reativação da base governista, impondo um desafio imediato à estratégia da extrema direita.

Da Revista Fórum, editado.

 

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário