Zema se afunda até o pescoço na fossa negra do Master.

O fator Zema na equação eleitoral de Flávio BolsonaroZema, Flávio e Cláudio Castro: mesma patota, atolada até o pescoço na corrupção e no peculato.

O envolvimento do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com o escândalo do Banco Master é alvo de denúncias políticas e investigações, sem condenações diretas.

As acusações relacionam o governador a doações de campanha de executivos ligados à instituição e a disputas envolvendo concessões na Serra do Curral.

As principais frentes que ligam Zema ao Caso Master incluem:

Doações de campanha

O pai de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), Henrique Vorcaro, realizou doações vultosas ao diretório do partido Novo em Minas Gerais, incluindo um repasse de R$ 1 milhão na época das eleições de 2022, o que gerou denúncias de que o governador teria alterado legislações para beneficiar o grupo econômico.

Ligação com a Tamisa

A relação entre o grupo político de Zema e o Banco Master também se estende ao episódio da mineradora Tamisa, cujas licenças ambientais na Serra do Curral foram concedidas pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) durante a sua gestão, levantando suspeitas sobre interesses do conglomerado financeiro na área.

Investigações e depoimentos

O caso ganhou grandes proporções culminando na convocação de Zema e de representantes do Banco Master para prestar esclarecimentos em comissões no Congresso Nacional, como a CPMI do INSS.

Zema tem negado irregularidades e, por sua vez, tem utilizado o escândalo para atacar adversários e autoridades de Brasília, defendendo a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ampla para investigar o caso.

Denúncia grave

Denúncia enviada pela deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais revela que o ex-governador Romeu Zema alterou lei e emitiu um decreto para aumentar o endividamento de servidores público antes de firmar parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, para oferecer o CredCesta, cartão de crédito consignado da instituição, que tinha o apresentador do SBT, Carlos “Ratinho” Massa, como garoto-propaganda.

A alteração na lei, aumentando para 50% o índice de comprometimento dos salários dos servidores “exclusivamente a cartão benefício consignado”, e o decreto que regulamente a mesma lei foram assinados por Zema em meio à disputa à reeleição de 2022, quando o partido Novo recebeu R$ 1 milhão em doação de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, preso em 14 de maio por comandar a milícia A Turma na organização criminosa do filho, que já cumpria prisão em Brasília.

Avatar de Desconhecido

Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

Deixe um comentário