Alcolumbre não tem como explicar R$155 milhões que recebeu de Vorcaro.

David Alcolumbre e Daniel Vorcaro

A noivinha da probidade, da retidão, da moralidade e do decoro está atolada até os peitos no charco da corrupção do gangster Vorcaro. Alcolumbre já deveria estar sofrendo processo de cassação de mandato, junto com seus coleguinhas Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e mais uma centena de corruptos.

A revelação de que Daniel Vorcaro pagou R$ 155 milhóes a Davi Alcolumbre reacendeu a pressão política pela instalação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master.

Parlamentares favoráveis à apuração já cobravam que o Congresso avançasse nas investigações sobre as relações de Daniel Vorcaro com autoridades públicas, em meio ao desgaste provocado pelo caso.

Claudio Castro, Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Segundo o UOL, as transações envolvendo Vorcaro aumentaram a pressão sobre Alcolumbre e deram novo impulso às articulações pela abertura de uma comissão parlamentar de investigação.

A Câmara dos Deputados informou que Alcolumbre indeferiu pedidos de leitura de requerimentos para instalação da comissão, sob o argumento de que a definição do momento da leitura é ato discricionário da Presidência do Congresso.

A defesa de Daniel Vorcaro teria relatado pagamento de R$ 155 milhões ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em uma segunda proposta de delação premiada apresentada no âmbito das investigações sobre o Banco Master; as informações constam em reportagens da revista Veja e do Metrópoles.

Vorcaro teria afirmado que o repasse foi feito em dólares, no valor de US$ 30 milhões, equivalente a cerca de R$ 155 milhões. O montante teria sido depositado em uma conta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida por apoio a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Texto do Brasil247, editado. 

 

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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