Aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio, na tarde de hoje. A tragédia é uma oportunidade para o Brasil agradecer a solidariedade venezuela no episódio da falta de oxigênio em Manaus, em janeiro de 2021.(*)
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O Brasil envia, na tarde deste sábado (27), um terceiro voo humanitário à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que a operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra esforço internacional para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24).
De acordo com o comunicado, os kits de medicamentos são voltados para atendimento em situações de emergência e contêm itens considerados essenciais, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.
“Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou o palácio.
O primeiro voo enviado pelo governo brasileiro pousou às 23h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26) na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.
O segundo voo para a Venezuela decola na manhã deste sábado também da Base Aérea do Galeão, transportando um hospital de campanha e purificadores de água.
(*) A crise de oxigênio em Manaus. O socorro da Venezuela chegou antes que o próprio socorro do Brasil à capital do Estado de Amazonas.
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- O Colapso: No dia 14 de janeiro de 2021, a principal fornecedora (White Martins) não conseguiu atender à demanda massiva e os estoques de oxigênio líquido zeraram em diversas unidades de saúde públicas da capital.
- Causas: A explosão de internações foi agravada por falhas no planejamento dos governos federal e estadual, além da disseminação da variante Gama, muito mais transmissível. O sistema local foi superlotado, e a cidade chegou a registrar um recorde de mais de 200 sepultamentos em um único dia.
- Socorro e Logística: A situação extrema obrigou familiares a buscarem cilindros por conta própria e gerou uma operação de emergência. A Força Aérea Brasileira (FAB) passou a transportar o insumo de outros estados, e o governo da Venezuela enviou carretas com oxigênio para abastecer a região. Além disso, centenas de pacientes tiveram que ser transferidos para hospitais em outros estados.
- Investigações: Relatórios e investigações, incluindo apurações do Ministério Público Federal (MPF), apontaram que autoridades federais foram alertadas sobre a iminente escassez com semanas de antecedência, mas a resposta foi considerada tardia.

