A chapa será formalizada na convenção nacional do partido, prevista para o dia 26 de julho. Internamente, a avaliação no PSD é que a chegada de Kassab à disputa nacional ocorre para fortalecer a candidatura de Caiado.
O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, oficializou nesta quarta-feira (1º) o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como seu vice. O ex-governador de Goiás afirmou que a chegada do dirigente mostra que não há possibilidade de recuo na candidatura e ainda disse que é o único que poderia vencer o presidente Lula (PT).
“Se chegarmos ao segundo turno, teremos os votos dos independentes e vamos derrotar Lula. Chegando ao segundo turno, aglutinaremos todas as forças deste país para devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, disse Caiado.
Ele completou, afirmando que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato da direita à Presidência, perderia. “Se Flávio chegar ao segundo turno, é tudo que Lula quer, e teremos o PT governando o país por mais quatro anos”, argumentou Caiado.
Kassab, apesar de comandar um partido com três ministérios no governo Lula e ter sido ministro nos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), fez um discurso antissistema.
“Temos convicção que a República está podre, os Poderes estão contaminados por ineficiência, que acaba abalando a confiança da sociedade brasileira. Hoje consolidamos o projeto de mudança, vamos mostrar que o PSD está preparado para dar as respostas que a sociedade precisa”, afirmou.
A chapa será formalizada na convenção nacional do partido, prevista para o dia 26 de julho. Internamente, a avaliação no PSD é que a chegada de Kassab à disputa nacional ocorre para fortalecer a candidatura de Caiado.
O ex-governador de Goiás chegou ao PSD este ano, após deixar o União Brasil. Kassab, dizem aliados do pré-candidato à Presidência, pode facilitar o diálogo com prefeitos e governadores da sigla, resistentes a Caiado.
O anúncio de Kassab foi marcado pela ausência do alto clero do PSD. Desse grupo, somente o líder do partido na Câmara, Antônio Brito (BA), estava presente. Apoiador de Lula, ele não discursou.
O PSD tem seis governadores, mas até o momento não há apoio garantido a Caiado na eleição nacional. Dois deles são do Nordeste, Raquel Lyra (PE) e Fábio Mitidieri (SE), onde o presidente Lula tem eleitorado maior. Em Minas Gerais, Matheus Simões apoiará Romeu Zema (Novo).

