“Yoko Ono”, o novo apelido de Michelle Bolsonaro entre a direita

A ex-primeira Dama posa junto ao deputado pirilampo, outro agitador das massas direitosas.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ser chamada de “Yoko Ono” por aliados dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O apelido surgiu após a repercussão do vídeo divulgado por Michelle na semana passada, no qual ela faz críticas ao senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ). As informações foram publicadas originalmente na coluna Andreza Matais, do portal Metrópoles.

A comparação ganhou força na última quinta-feira (2), quando o jornalista e youtuber Kim Paim utilizou o apelido em uma publicação nas redes sociais ao comentar os resultados de uma pesquisa AtlasIntel. Ao compartilhar uma postagem do Metrópoles, Paim escreveu: “13% apoiam a Yoko Ono”. O comunicador é considerado próximo de integrantes do núcleo bolsonarista, entre eles o ex-vereador Carlos Bolsonaro.

A referência faz alusão à artista, cantora e compositora japonesa Yoko Ono Lennon, hoje com 93 anos. Ela foi casada com John Lennon entre 1969 e 1980, ano em que o músico morreu aos 40 anos.

Durante décadas, parte dos fãs dos Beatles atribuiu a Yoko Ono a responsabilidade pelo fim da banda. No entanto, quando ela conheceu John Lennon, em 1966, o grupo já enfrentava problemas internos. Apesar disso, a presença da artista é frequentemente apontada por admiradores da banda como um fator que intensificou os conflitos entre Lennon e os demais integrantes dos Beatles: Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Foi justamente essa associação que aliados dos filhos de Jair Bolsonaro passaram a utilizar ao se referirem a Michelle, em meio ao desgaste provocado pela recente troca de críticas envolvendo a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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