Etanol tem vantagem econômica em 10 estados e no DF, inclusive na Bahia.

Inpasa investe R$ 1,2 bi para biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães, na  Bahia - AgFeed

No Oeste baiano, a INPASA já iniciou a produção de etanol de milho e sorgo, que deve atingir 470 milhões de litros em um ano.

O etanol voltou a ganhar competitividade frente à gasolina e já é a opção mais vantajosa em 11 estados brasileiros, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) com base nos preços praticados nos postos de combustíveis.

A comparação leva em conta a chamada paridade de 70%, regra prática usada pelo mercado para avaliar qual combustível compensa mais financeiramente — já que veículos abastecidos com etanol costumam ter rendimento menor em relação à gasolina.

Assim, quando o preço do etanol fica abaixo de 70% do valor da gasolina, o biocombustível passa a ser mais vantajoso.

Veja em quais estados o etanol é mais competitivo:

  • São Paulo;
  • Distrito Federal;
  • Goiás;
  • Mato Grosso;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Tocantins;
  • Bahia;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Santa Catarina;
  • Sergipe

A diferença de competitividade entre os estados reflete fatores como logística de distribuição, carga tributária e dinâmica regional de oferta e demanda. Regiões produtoras, como o Centro-Sul, tendem a apresentar maior vantagem para o etanol, enquanto áreas mais distantes dos polos produtivos enfrentam custos mais elevados.

Aumento de etanol na gasolina

Nesta terça-feira (14/7), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento de etanol na gasolina, saindo dos 30% aprovados em junho do ano passado para 32%, com possibilidade de chegar a 35%.

A medida foi aprovada após ter sido adiada por diversas vezes, em decorrência de divergências entre especialistas, entidades do setor e o governo.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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