Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 5.208. Os números da tragédia só crescem.

Além das mortes confirmadas, mais de 10 mil pessoas ainda estão desaparecidas. E mais de 16 mil estão feridas em diversos graus de gravidade. E quase 900 prédios sofreram danos de monta ou vieram ao chão.

O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 5.208, segundo balanço divulgado neste domingo (19) pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. O total representa um aumento de 89 vítimas em relação ao relatório de sábado, quando haviam sido registradas 5.119 mortes. O número de feridos permaneceu estável em 16.740.

Os novos óbitos foram contabilizados mais de três semanas após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5, que devastaram principalmente o estado costeiro de La Guaira, próximo a Caracas. Equipes de resgate e voluntários continuam trabalhando na busca por corpos sob os escombros de prédios que desabaram.

De acordo com os dados oficiais, mais de 850 edifícios sofreram danos e 190 desabaram completamente. Em La Guaira, mais de 20 mil pessoas seguem vivendo em acampamentos improvisados montados em estádios, praças e até nas calçadas.

As autoridades venezuelanas não divulgaram um número oficial de desaparecidos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou, dois dias após os abalos sísmicos, que o total poderia chegar a 50 mil pessoas, enquanto outras projeções apontam para algo em torno de 10 mil desaparecidos.

 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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