Senador diz que não consegue entrar na campanha sem antes se recuperar emocionalmente diante da perda do irmão.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) anunciou, em vídeo gravado ao lado do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), e do presidente estadual da legenda, Euclydes Pettersen, que desistiu de disputar o governo de Minas Gerais. Emocionado, o parlamentar afirmou que precisa priorizar a própria saúde emocional após a morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo.
“Eu peço perdão, mas o meu problema é que eu ainda não estou bem. Eu preciso me recuperar, cuidar de mim, porque não adianta eu querer cuidar de vocês [povo mineiro] se eu não estou cuidando de mim. Eu peço perdão, mas nesse momento agora eu não vou conseguir não”, disse Cleitinho, com a voz embargada.
O senador liderava as pesquisas de intenção de voto para o Palácio da Liberdade. No dia 25, porém, não compareceu à convenção do Republicanos em Minas Gerais, realizada uma semana após a morte do irmão. Alegando ainda enfrentar o luto, Cleitinho faltou ao encontro, e o partido anulou sua pré-candidatura. Desde então, ele tentava convencer a direção da legenda a reverter a decisão.
Apesar de reconhecer que o luto era legítimo, Marcos Pereira havia destacado que, com sua ausência na convenção havia criado um fato político concreto, tornando inviável a candidatura. Cleitinho tentou negociar uma solução, e os dois se reuniram por cinco horas na sexta-feira (31), sem chegar a um acordo.
Diante do impasse, partidos que negociavam uma aliança com o Republicanos passaram a concentrar as articulações em torno do ex-secretário de Governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP).
“Debatemos exaustivamente esse tema e ligamos para os possíveis partidos aliados, para o PL, para o União [Brasil] e para o Progressistas. O Cleitinho tomou essa decisão espontaneamente, diante do momento difícil que ele está vivenciando”, relatou Marcos Pereira.
“Eu vim com o coração aberto para falar que, nesse momento, pelas circunstâncias da minha vida, não tem como eu entrar na campanha sem cuidar de mim primeiro e cuidar da minha família. (…) Eu vou continuar seguindo o meu caminho aqui e honrando vocês, pode ter certeza disso”, esclareceu o senador.
Do Congresso em Foco
