Justiça encontra contas bancárias zeradas na Voepass.

José Luiz Felício Filho, presidente ds Voepass

A Justiça paulista determinou o bloqueio das contas bancárias do empresário José Luiz Felício Filho, dono da Voepass, mas nenhum valor foi encontrado. As contas estavam zeradas.

A ordem de bloqueio foi dada pelo juiz Valdir da Silva Queiroz Junior, da 9ª Vara Cível de São Paulo, em uma ação movida pela Vibra Energia (antiga Petrobras Distribuidora), que cobra uma dívida calculada em cerca de R$ 48,9 milhões em decorrência de um contrato de fornecimento de combustível.

Em 2024, as empresas chegaram a firmar um acordo para o pagamento da dívida, que seria parcelada em 59 vezes. O documento, no entanto, não foi cumprido integralmente.

A Voepass e Felício se defenderam no processo argumentando que a distribuidora não havia cumprido as obrigações previstas no contrato de fornecimento de combustível e que os valores cobrados eram excessivos.

A companhia aérea disse também que a dívida estava inserida no seu plano de recuperação judicial, mecanismo pelo qual uma empresa devedora ganha um prazo e melhores condições para quitar seus débitos.

A Justiça, no entanto, determinou que a execução prosseguisse em relação aos fiadores —Felício Filho é um deles.

A Voepass, que já enfrentava dificuldades financeiras desde a pandemia do coronavírus, teve a situação agravada após queda de um avião em agosto de 2024. 

No início do mês, após quase dois anos de investigação, a Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o acidente. Felício Filho foi uma das 16 pessoas indiciadas sob acusação de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O laudo pericial estabeleceu que a queda foi causada por fatores meteorológicos, falhas técnicas e uma conduta operacional insuficiente.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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