
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a tensionar a situação geopolítica no Oriente Médio ao publicar, nesta terça-feira (18), uma imagem nas redes sociais na qual o Estreito de Ormuz aparece classificado como “Novo Território dos EUA”.
A postagem foi realizada em sua plataforma, a Truth Social, e exibe um mapa com a via navegável circundada e marcada com os dizeres explicativos sobre o suposto novo domínio norte-americano.O canal marítimo está situado em uma localização geográfica crucial, na entrada do Golfo Pérsico, entre os territórios do Irã e de Omã.
A divulgação do mapa ocorre logo após declarações dadas pelo líder norte-americano na segunda-feira (17), quando ele afirmou abertamente a jornalistas que transformar a hidrovia em um território oficial dos Estados Unidos seria uma “ótima ideia”. Interpelado no Salão Oval da Casa Branca sobre pronunciamentos anteriores — nos quais já havia sinalizado que pretendia declarar a região sob jurisprudência dos EUA —, Trump reafirmou suas intenções.
“Quero dizer que nós o controlamos”, declarou o mandatário norte-americano aos repórteres. “Nós o controlamos com o bloqueio, e gosto da ideia de declará-lo um território”, insistiu o presidente.
O Estreito de Ormuz converteu-se no ponto central e em uma das principais moedas de troca no âmbito do conflito armado com o Irã.Trata-se de uma rota marítima de importância vital para a economia do planeta, que sofreu interrupções severas após Teerã efetivamente fechar o tráfego no local desde o eclodir dos combates, no final de fevereiro, paralisando o fluxo global de petróleo.
Apesar da retórica do governo em Washington e da ofensiva publicitária nas redes sociais, analistas e especialistas no cenário internacional ponderam que nem os Estados Unidos nem o Irã exercem, de fato, o controle total sobre a via navegável.
Trump está em campanha permanente para as eleições legislativas. Lícita ou ilícita. Mas mantem o canal de diálogo com a Silent Middle Class, os republicanos que defendem armas, segregação racial e agressões bélicas externas. Se Trump perder a maioria no Senado, sofre impeachment em novembro e vai morrer na cadeia.
Autor: jornaloexpresso
Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril
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