
Após o protocolo de uma denúncia no Ministério Público da Bahia, contra a Associação do Moradores do Aracruz (AMA) e a Rádio Cultura FM – que tem por objetivo a apuração da regularidade da prestação de contas, gestão financeira e recebimento de recursos públicos – a locutora Sheila Bernardes postou um vídeo e não deu nenhuma explicação.
Ao invés de se explicar ao MP-BA, a locutora Sheila Bernardes apenas se vitimizou e falou em “perseguição”. Em seu vídeo a locutora deixou clara que, fazendo uso de dois pesos e duas medidas, e interpretou a cobrança de uma prestação de contas como “um ataque pessoal”.
“Então quando uma rádio cobra da prefeitura, por exemplo, o uso de um dinheiro público, é jornalismo. Mas quando a população cobra a prestação de contas de uma rádio que recebe dinheiro público é perseguição?”, questionou o denunciante.
Acostumada a usar o microfone como chicote para bater na prefeitura após a sua exoneração, a locutora Sheila Bernardes parece não receber bem uma exposição. “(…) Por traz de um microfone existe uma mãe (…)”, disse a locutora vestida em pele de cordeiro.
Vale lembrar a essa “mãe de família” que por traz dos jalecos brancos, que ela tanto expõe quando lhe é conveniente para ela bater na saúde pública, também existem pais e mães de família. Profissionais, que por sinal, não se escondem por trás de um microfone. Vivem para salvar vidas.
“A minha denúncia feita ao Ministério Público da Bahia tem como objetivo saber o quanto a locutora Sheila Bernardes, e o ex-diretor, e seu marido, Diogo Spengler receberam ao longo dos últimos dois anos, a fim de verificar a origem da sua mansão no bairro Jardim Paraíso, avaliada em cerca de R$ 2.500.000,00”, disse o denunciante.
“Eu quero é que ela se explique para o Ministério Público. Use a rádio que ela acha que é dela para se explicar para a população pagadora dos impostos que a Rádio Cultura recebe”, concluiu o denunciante.
