Falso profeta, Flávio diz que será alvo de facada.

Flávio BolsonaroFlávio e seus seguranças: coletes à prova de balas e armas pesadas.

A escola de Steve Bannon, o criador da facada fake contra Bolsonaro, está reverberando na campanha de Flávio Bolsonaro. Que anunciou o atentado hoje depois do seu comício se tornar um fracasso em São Paulo.

Temerário e boca frouxa, Flávio afirma que ele e seus aliados serão alvo de uma “terceira facada” na campanha presidencial. Sem apresentar provas de um plano para atacá-lo ou interferir na eleição, o candidato repetiu duas vezes o alerta diante dos apoiadores. “Vão tentar uma terceira facada. Não só em mim, mas também nos meus aliados.”

Até as bobagens proferidas pelo Pai são as mesmas:  Flávio Bolsonaro associou a previsão a uma suposta tentativa de interferência eleitoral. “E o que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições? Não vai adiantar nada, porque eu tô aqui de peito aberto e nós juntos somos muito mais fortes do que eles!”, declarou.

Flávio usa o atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha de 2018 e também uma comparação feita pelo próprio Flávio Bolsonaro no discurso desta segunda, a que ele chama de “segunda facada” a condenação definitiva do pai a 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado e classificou o processo sobre a trama golpista como uma “farsa”.

Sobre a prestação de contas do dinheiro mal havido de Daniel Vorcaro, supostamente empregado em um filme sobre a vida de Jair, Flávio não fala. Nem sobre o eventual abuso de decisões monocráticas de seu principal cabo eleitoral, o ministro André Mendonça do STF. Ele ainda se fixa no provável opositor, ministro Alexandre de Moraes, que deixou a decisão contra os golpistas de 8 de janeiro, inclusive quatro generais do gabinete de Jair, por conta da turma ou do pleno da Suprema Corte. 

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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