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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo total de todos os procedimentos relacionados às investigações do caso Banco Master.
A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand, a liberação parcial feita anteriormente por Mendonça omitiu a maior parte dos procedimentos da Operação Compliance Zero, o que poderia gerar uma “percepção equivocada” de transparência.
Principais pontos da determinação:
- Abertura Total: O levantamento do sigilo deve abranger, sem distinção, todas as peças da Petição 15.556 e do Inquérito 5.026.
- Envio em HD: Mendonça deve disponibilizar a íntegra dos documentos, em mídia física (HD próprio), para a Presidência do STF e para os gabinetes de todos os demais ministros da Corte.
- Única exceção: Ficam mantidos em segredo apenas os detalhes de diligências em andamento ou futuras que corram o risco de serem prejudicadas pela divulgação.
Contexto da Crise no STF
O embate ocorre às vésperas de uma sessão extraordinária convocada por Fachin para o dia 15 de setembro de 2026. O plenário vai julgar a validade de um relatório da Polícia Federal (PF), solicitado por Mendonça, que cita o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Parte dos integrantes da Corte criticou a condução de Mendonça por investigar um colega de tribunal sem a prévia autorização do plenário.
A abertura completa expõe frentes que antes continuavam ocultas, como investigações ligadas ao financiamento do filme “Dark Horse” (cinebiografia de Jair Bolsonaro) e conversas sob apuração envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o senador Jaques Wagner (PT-BA)
