Trump proibido pelo Congresso de determinar ações militares

Pela terceira vez, a Câmara dos Representantes dos EUA votou pelo fim da guerra no Irã, aprovando uma resolução sobre poderes de guerra que impediria o presidente Donald Trump de continuar ações militares sem a aprovação do Congresso.

Da Aljazeera e AP

A votação nominal na noite de terça-feira, com 220 votos contra 204, foi semelhante a esforços anteriores neste verão, com alguns republicanos a mais juntando-se a todos os democratas que votaram para pôr fim ao conflito.

Sete deputados republicanos apoiaram a resolução, incluindo três que votaram a favor pela primeira vez.

O congressista republicano de Iowa, Zach Nunn, explicou seu voto dizendo que “com o período de negociações encerrado, operações de combate sustentadas agora exigem autorização do Congresso”.

“Não apoiarei outra guerra sem fim”, disse Nunn.

Nenhuma das resoluções chegou à mesa do presidente, onde Trump quase certamente vetaria a medida.

O deputado republicano Brian Mast, da Flórida, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, questionou quais recursos militares os democratas gostariam de remover da região onde, segundo ele, o Irã continua representando uma ameaça.

Mast afirmou que Trump é contra “guerras intermináveis, e é isso que ele está tentando pôr fim” – as décadas de hostilidades com o Irã.

“Eles representam uma ameaça constante e permanente aos Estados Unidos”, disse Mast. “Já chega.”

A preparação para as eleições de meio de mandato

É provável que esta seja a última votação na Câmara dos Representantes sobre a guerra com o Irã antes das eleições de meio de mandato, nas quais o conflito no exterior desempenha um papel substancial nas campanhas políticas. A guerra, iniciada por Trump em 28 de fevereiro, se arrasta há quase sete meses, com ataques intermitentes e mortais de mísseis sendo trocados e causando estragos na região.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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