No Oeste baiano, o preço da soja andou de lado, segurando R$146,88, disponível, junto com o milho, que manteve R$64,67 a saca de 60 quilos.
Em uma sessão marcada por perdas expressivas para grande parte das commodities agrícolas e pelo recuo do petróleo, o mercado da soja encerrou a quinta-feira (17) operando de lado na Bolsa de Chicago, mas mantendo firmeza e sustentação de preços no cenário interno brasileiro. A conjunção de demanda internacional consistente, derivados aquecidos e cautela quanto à próxima safra brasileira deu suporte às cotações no país.
Enquanto o novembro cedeu 0,75 ponto e fechou o dia com US$ 13,19 por bushel, o maio/27, referência para a safra brasileira, encerrou a sessão com US$ 13,52 e alta de 1 ponto.
Segundo análise de Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, o comportamento da soja destoou de produtos como milho e trigo, que registraram quedas mais acentuadas no mercado internacional. No Brasil, os negócios continuam fluindo, com as cotações buscando novos patamares de valorização e os prêmios de exportação demonstrando estabilidade mesmo diante da volatilidade externa.
“Foi um dia positivo para a soja. Vimos negócios acontecendo em todo o país, com demanda aquecida e prêmios sustentados. Chicago terminou próximo do zero a zero e, mesmo sem grande disparada do câmbio, o interesse de compra por parte das empresas segue presente”, destacou Palavro.
Um dos pilares de sustentação para os preços em Chicago e no mercado global tem sido o forte ritmo de esmagamento nos Estados Unidos. A demanda interna norte-americana, impulsionada pelo setor de biocombustíveis e pela firme procura por farelo e óleo de soja, cresceu expressivamente nos últimos anos, mantendo os estoques ajustados e enxugando o excedente do produto.
Além da demanda doméstica norte-americana, os compromissos de exportação dos Estados Unidos avançaram com intensidade nas últimas semanas, trazendo volumes substanciais adquiridos por compradores tradicionais, incluindo a China.
Para a safra brasileira, os analistas chamam a atenção para o ritmo quase estagnado de crescimento da área plantada. As projeções apontam uma expansão tímida de apenas 0,77% em área, o equivalente a cerca de 370 mil hectares a mais, configurando uma das menores taxas de avanço em quase duas décadas.
Entre os fatores que explicam a contenção dos produtores estão o crédito rural escasso e caro, custos de implantação elevados — especialmente em fertilizantes e defensivos —, margens operacionais mais estreitas e incertezas climáticas decorrentes de fenômenos climáticos. Esse cenário limita o potencial de oferta e impede correções bruscas para baixo nos preços futuros.

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