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Marcado para esta quinta-feira (1º), a partir das 21h30, o debate presidencial da TV Globo pode decidir a eleição. Será o primeiro encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado e Augusto Cury, os únicos outros candidatos com representação no Congresso, também foram convidados.
Com os dois candidatos empatados na margem de erro tanto no primeiro quanto no segundo turno, o debate da Globo pode ser o ponto de virada desta campanha. Para entender o peso desse encontro, compare quantas pessoas ainda se dizem indecisas nos oito estados que representam 80% do eleitorado brasileiro:
Porcentagem de eleitores indecisos
SP: 11%
MG: 13%
RJ: 11%
BA: 6%
PR: 13%
RS: 16%
PE: 10%
CE: 6%
Fonte: Quaest, pesquisa espontânea
Agora, saiba quantos eleitores ainda admitem mudar de voto para presidente nos oito maiores colégios eleitorais do país:
Porcentagem de eleitores que podem trocar de candidato
SP: 20%
MG: 19%
RJ: 18%
BA: 15%
PR: 23%
RS: 17%
PE: 14%
CE: 16%
Fonte: Quaest
Embora a campanha de TV tenha perdido o monopólio da atenção do eleitor, o histórico recente mostra a sua importância. Em 2014, Aécio Neves foi ao segundo turno depois do desempenho raquítico de Marina Silva. Em 2018, depois do atentado em setembro, Jair Bolsonaro foi hospitalizado e se recusou a confrontar Fernando Haddad. Sem debates, Haddad nunca teve uma chance. Em 2022, Lula perdeu a chance de ganhar no primeiro turno depois de um bate-boca com o padre Kelmon, língua de aluguel do bolsonarismo. No único debate desta campanha, na Band, sem Lula e Bolsonaro, o escritor Augusto Cury se destacou e chegou a pontuar 10% nas pesquisas. Tão relevante quanto o debate em si, são os cortes que as campanhas farão para internet. Na campanha para prefeito de São Paulo, em 2024, Pablo Marçal chegou a liderar as pesquisas pelos cortes eficientes feitos para as redes sociais. Com os dois candidatos tão empatados, qualquer erro pode mudar o resultado da eleição.
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