Ex-governador de Goiás declarou apoio “de corpo inteiro” ao candidato do PL no segundo turno, mas teceu duras críticas na rodada anterior.
Ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), um dos fundadores da fascista UDR, de triste memória. disse nesta terça-feira (6/10) que se “excedeu” nas críticas ao candidato do PL no primeiro turno da disputa presidencial. Agora, declarou apoio a ele na rodada derradeira contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ex-governador de Goiás, o pessedista subiu no palanque ao lado de Flávio em Goiânia nesta tarde. Ele seguiu um caminho diferente do partido, que adotou neutralidade no segundo turno.
“Ah, mas o Caiado foi duro com o Flávio. Minha gente, eu sou duro com todos. Quando eu disputei com o Daniel Vilela, eu fui duro. Eu não entro na campanha mole. Eu entro na campanha duro”, disse.
O evento com Caiado e Flávio foi no comitê de campanha do governador de Goiás Daniel Vilela (MDB), reeleito em primeiro turno. Ele foi vice de Caiado no segundo mandato, mas havia disputado contra ele nas eleições de 2018.
“Eu se (sic) excedi nas minhas críticas, mas vocês sabem que eu queria ser presidente. Você foi eleito (sic). Acabou. Você está no segundo turno, você tem o meu respeito”, completou o ex-governador, que prometeu apoiar Flávio “de corpo inteiro, por convicção”.
Críticas de Caiado a Flávio
Em 23 de setembro, Caiado criticou Flávio Bolsonaro e Lula por cancelarem a participação em um debate. “Sem debate, o eleitor vota às cegas, e é exatamente isso que Lula e Flávio, os dois mais rejeitados e fujões, querem”, escreveu no X.
Para ele, os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto estavam “enclausurados e com medo de encarar os escândalos de frente”.
Na mesma ocasião, Caiado questionou diretamente o adversário: “Como Flávio justificaria o caso ‘Dark horse’, as emendas para milicianos e a ligação com o dono do Banco Master? É hora de sair da toca e encarar o debate sem jogo sujo.”
O escândalo do Banco Master voltou a ser pauta no dia seguinte. “Quem tem teto de vidro não pode jogar pedra nos outros, Flávio”, publicou Caiado em 24 de setembro. O comentário se referia a uma viagem de Flávio com a família em um jatinho do dono do banco, em janeiro de 2025.
“Voar no jato do Vorcaro, receber dinheiro e jantar com quem lesou milhões de aposentados não é coincidência, é cumplicidade”, completou. Sobre o caso, o ex-governador de Goiás também afirmou: “O cerco está se fechando. Ainda dá tempo de contar a verdade e explicar o inexplicável.”
Durante a campanha, para se distanciar de Flávio Bolsonaro, Caiado o atacou no horário eleitoral e em entrevistas. “Tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão”, afirmava o governador.

