Grupo também vazava dados sigilosos e movimentava dezenas de milhões de reais em empresas de fachada para a facção atuante no Complexo de Israel.
Do g1.globo.com
A Polícia Federal (PF) e Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam, nesta quarta-feira (7), 1 policial militar, 3 ex-PMs e 1 ex-comissionado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), investigados por negociar fuzis e pistolas a traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Chefão da facção, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, também era procurado.
Agentes federais e promotores saíram para cumprir, na Operação Magen, 7 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara de Organização Criminosa da Capital, no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica.

Uma das prisões foi em um hotel de luxo na Praia da Barra da Tijuca, onde o ex-funcionário da Alerj, estava hospedado. No quarto dele, policiais apreenderam um fuzil.
Em outros endereços, agentes retiveram 2 fuzis. Além de Peixão, 1 policial civil estava foragido.
Como era o esquema
As apurações, conduzidas pelo Grupo de Investigações Sensíveis (Gise/PF/RJ) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ), identificaram que a organização criminosa mantinha um núcleo estruturado para a obtenção, transporte e revenda clandestina de material bélico.
“Os criminosos contavam com a atuação de agentes da segurança pública — incluindo um policial civil e um policial militar da ativa, além de ex-policiais —, os quais utilizavam o acesso funcional a sistemas restritos da administração pública”, acrescentou a PF.
“Esses servidores consultavam e repassavam aos líderes da quadrilha dados sigilosos referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento.”
Segundo a PF, as informações restritas eram exploradas tanto para alertar comparsas e evitar a repressão policial, quanto para conduzir investigações clandestinas voltadas à extorsão e à obtenção de lucros ilícitos.
Os envolvidos foram denunciados pelo MPRJ e responderão pelos crimes de organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais.

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