Navi Pillay vence o Prêmio Nobel da Paz de 2026 por atuação em defesa do direito internacional.

Sabem o que Donald Trump, ridículo como sempre, fez ao saber da escolha da Sul Africana? Impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Trump queria ser o ganhador do Nobel.

O Comitê Norueguês do Nobel concedeu o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, em reconhecimento aos seus históricos esforços na defesa dos direitos humanos, da paz e na consolidação do direito internacional.

O anúncio oficial ocorreu nesta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega. Aos 85 anos, a trajetória da laureada foi destacada pelo comitê por sua contribuição decisiva na construção de uma ordem jurídica global mais abrangente e na garantia do julgamento de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

Em 1967, diante da recusa de escritórios regionais em contratá-la, abriu o próprio escritório de advocacia. Durante os 28 anos em que atuou como advogada, defendeu ativistas contrários ao regime de segregação racial, denunciou episódios de tortura e combateu as péssimas condições impostas aos presos políticos. Em 1973, sua atuação foi determinante para garantir a detidos célebres, incluindo Nelson Mandela, o direito fundamental de acesso a advogados.

Com o fim do apartheid, Pillay alcançou marcos históricos em seu país e no cenário global. Em 1995, foi nomeada para a Suprema Corte da África do Sul, tornando-se a primeira mulher não branca a ocupar o cargo de juíza no tribunal superior do país.

Sua carreira expandiu-se internacionalmente ao atuar como juíza no Tribunal Penal Internacional (TPI) e ao presidir o Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR). Entre os anos de 2008 e 2014, assumiu o posto de alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Até período recente, Pillay esteve à frente da Comissão Internacional Independente de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Território Palestino Ocupado. Atualmente, a jurista atua como juíza da Corte Internacional de Justiça (CIJ) no processo em que Mianmar responde por acusações de genocídio.

Neste ano, a premiação do Nobel incluiu um reajuste de 9% no valor financeiro concedido aos vencedores, alcançando US$ 1,22 milhão (aproximadamente R$ 6,3 milhões). Além do montante, os laureados recebem um diploma e uma medalha de ouro de 18 quilates.

A premiação de Navi Pillay faz parte da temporada de anúncios do Nobel de 2026, iniciada no dia 5 de outubro. Na mesma semana, foram anunciados Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel na categoria de Medicina; Francis Halzen em Física; Henri B. Kagan e Kenso Soai em Química; e Anne Carson em Literatura. O ciclo de anúncios será encerrado na próxima segunda-feira (12), com o Prêmio de Ciências Econômicas. A cerimônia oficial de entrega de todos os prêmios ocorrerá tradicionalmente em dezembro, durante o chamado Nobel Day, em eventos realizados em Estocolmo e Oslo.

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Autor: jornaloexpresso

Carlos Alberto Reis Sampaio é diretor-editor do Jornal "O Expresso", quinzenário que circula no Oeste baiano, principalmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. Tem 43 anos de jornalismo e foi redator e editor nos jornais Zero Hora, Folha da Manhã e Diário do Paraná, bem como repórter free-lancer de revistas da Editora Abril

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