Flamengo se segura, empata com Racing e já faturou um caminhão de dinheiro

O Flamengo tem motivos para sorrir na noite desta quarta-feira, 29, no Estádio El Cilindro, na Argentina. O time comandado por Filipe Luís segurou o empate contra o Racing e garantiu vaga na final da Copa Libertadores da América, além de uma premiação milionária. O Racing ganhou um único título da Libertadores, em 1967. Em 2024, foi campeão da Sul-Americana.

Neste lance o Flamengo confirmou a classificação.

Apenas pela participação na decisão, o Rubro-Negro garantiu US$ 7 milhões (R$ 37,5 milhões), que é o valor pago ao vice-campeão. Em caso de título, a premiação da final sobe para US$ 24 milhões (R$ 128,6 milhões), sem considerar os valores arrecadados durante a competição.

Até então, a equipe da Gávea já havia embolsado US$ 9,4 milhões (R$ 50,6 milhões) pela campanha até a semifinal.

Agora, o Flamengo aguarda o vencedor do duelo entre Palmeiras e LDU, que acontece na noite desta quinta-feira, 30. Na ida, os equatorianos venceram por 3 a 0, em Quito. A final acontece no sábado, 29 de novembro.

 

Pastor e deputado Otoni de Paula lamenta morte de inocentes,

Comissão da Câmara pede prisão preventiva de Cláudio Castro.

Ofício foi enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHMIR) enviou um ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pedindo que seja aberta uma investigação criminal contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por causa da Operação Contenção, ação policial que deixou pelos menos 120 mortos. A informação é da Folha de S. Paulo.

No documento, os deputados também pedem que seja avaliada a prisão preventiva de Castro, alegando “risco concreto à ordem pública e à possibilidade de novas chacinas”, além de afirmar que operações violentas têm se repetido em seu governo.

O ofício foi assinado pelo presidente da comissão, deputado Reimont (PT-RJ), e por outros parlamentares do PT, PSOL e PCdoB. Eles afirmam haver fortes indícios de que a operação ultrapassou os limites da lei, com denúncias de execuções sumárias e vítimas mortas com facadas e tiros pelas costas.

A comissão também aponta que o governo do Rio teria deixado de usar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e pede uma perícia independente, rastreamento das armas apreendidas e acompanhamento das famílias das vítimas.

Em resposta, Cláudio Castro defendeu a ação e disse que “de vítima, ontem, lá, só tivemos os policiais”. O governador afirmou ainda que o Rio “está sozinho na guerra” e culpou o governo federal por não ter atendido pedidos de envio de blindados do Exército.

Lewandowski e Castro anunciam escritório emergencial contra crime.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, juntamente com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, durante entrevista coletiva para falar sobre ação policial da Operação Contenção, contra o Comando Vermelho. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, anunciaram nesta quarta-feira (29) a criação de um escritório emergencial para enfrentar o crime organizado no estado. O objetivo é melhorar a integração entre as esferas federal e estadual.

 A coordenação será compartilhada entre o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, e do secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos.

 “É um fórum onde as forças vão conversar entre si, tomar decisões rapidamente até que a crise seja superada. Este é o embrião daquilo que nós queremos criar com PEC da Segurança Pública que está sendo discutida no Congresso Nacional. Nós queremos fazer um entrosamento das forças federais, estaduais e até municipais no enfrentamento deste flagelo”, disse o ministro Lewandowski.

A ideia é que ações sejam “100% integradas” para vencer burocracias e respeitas competências de cada órgão, conforme o governador do Rio. 

“Tentar eliminar barreiras para que nós possamos de fato fazer uma segurança pública que atenda o nosso verdadeiro e único cliente, que é o cidadão”, disse o governador do Rio.

A medida ocorre depois da Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou mais de 100 mortos. A ação é considerada a mais letal da história do país. Em retaliação, criminosos ligados ao Comando Vermelho interditaram ruas em diversos pontos da cidade, com veículos atravessados e barricadas.

Lewandowski disse que o governo federal vai aumentar do efetivo da Polícia Rodoviária Federal em 50 agentes nas estradas e o efetivo de agentes de inteligência no estado. Também foram colocados à disposição peritos e vagas nos presídios federais, caso o governo estadual requisite.

O encontro no Palácio Guanabara, sede do poder estadual do Rio, aconteceu depois de o governador Cláudio Castro cobrar mais apoio do governo federal no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado. Segundo Castro, o estado está atuando “sozinho nesta guerra”.

No mesmo dia, Lewandowski disse não ter recebido pedido de ajuda do governador para a operação. O ministro lembrou que, no começo do ano, o governador do Rio esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública e pediu a transferência de líderes das facções criminosas para penitenciárias federais de segurança máxima, e foi atendido.

“Narcoterrorismo”

O governo do Rio tem usado, com frequência, a expressão “narcoterrorismo” para se referir ao crime organizado. Questionado sobre o termo, o ministro Lewandowski disse que ele não se aplica à realidade do estado.

“Uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas. O terrorismo envolve sempre uma questão ideológica. Uma atuação política, uma repressão social com atentados esporádicos. As facções criminosas são constituídas por grupos de pessoas que sistematicamente praticam crimes que estão capitulados no Código Penal. Portanto, é muito fácil identificar o que é uma facção criminosa pelo resultado de suas ações”, disse o ministro.

O ministro disse que a legislação estabelece com clareza as classificações para organização criminosa e grupos terroristas.

“São dois tipos de atuação que não se confundem e, da parte do governo federal, não temos nenhuma intenção de fazer uma mescla delas”, complementa.

GLO

Lewandowski e Castro descartaram a possibilidade de emprego das Forças Armadas para atuar na segurança do estado, por meio da decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

“Nós não nos manifestamos nesse sentido [a favor ou contra]. A GLO está prevista no artigo 142 da Constituição Federal. É uma operação excepcional, que depende de uma solicitação do governador, vamos falar aqui do governador ou da autoridade local que reconhece aí incapacidade das forças locais de debelarem uma situação de crise”, disse o ministro.

Castro também negou ter cogitado solicitar a medida. 

“Isso [GLO] veio à tona somente porque eu falei da questão dos blindados, que nós em outras três ocasiões tínhamos requerido e nos foi negado porque haveria necessidade de uma GLO. A situação das forças de segurança do Rio de Janeiro hoje é completamente diferente da de 2018. Hoje nós temos uma força de segurança estadual capacitada”, afirmou o governador.

“Não era razoável”, diz PF sobre planejamento da operação no Rio.

A Polícia Federal (PF) foi informada que a Operação Contenção estava sendo planejada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, mas avaliou que a ação “não era razoável” para que a instituição participasse. A informação é do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (29), em Brasília.

Segundo Rodrigues, a superintendência regional foi procurada para dar apoio no cumprimento dos mandados, mas a participação foi descartada “por falta de atribuição legal”, já que a PF atua na investigação, não na ação ostensiva. Sobre a deflagração da operação policial nesta terça-feira (28), a PF diz que não foi comunicada.

“A partir da análise do planejamento operacional, a nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, disse em entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada, local da reunião.

De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a operação foi deflagrada após mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento. Houve cumprimento de centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça a partir de inquéritos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

“Houve um contato no nível operacional informando que haveria uma grande operação e se a Polícia Federal teria alguma possibilidade de atuação na sua área, no seu papel […]. Não tivemos detalhes mais do planejamento, a partir da análise geral, entendemos que não era o modo que a Polícia Federal atua, o modo de fazer operações”, acrescentou Rodrigues.

Operação

A Operação Contenção ocorrida nos complexos do Alemão e da Penha, na capital do estado, deixou mais de 130 mortos, mas a contagem de corpos – muitos retirados de área de mata pelos próprios moradores dessas comunidades – ainda não está fechada.

operação já é considera a mais letal da história, superando em número de violações o Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo. Em retaliação, os criminosos interditaram 35 ruas em diversos pontos da cidade, com veículos atravessados, latões de lixo, barricadas e pilhas de materiais em chamas, gerando caos na cidade.

O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência à operação. Segundo o governador Claudio Castro, aqueles que se entregaram foram presos. No total, foram feitas 113 prisões.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil criticaram a ação que gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado.

Hoje pela manhã (29), ativistas que acompanharam a retirada de mais de 60 corpos de uma área de mata no Complexo do Penha classificaram a ação policial como um “massacre”.

Grupo de trabalho

Andrei Rodrigues afirmou que a Polícia Federal segue o trabalho no Rio de Janeiro, de investigação de polícia judiciária, no cumprimento das diretrizes fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Em abril deste ano, a Corte definiu medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.

“Já estruturamos um grupo de trabalho que está atuando lá nessa questão de atividade de inteligência, instauração de inquérito policial e a determinação também, da própria decisão do Supremo, para que COAF e Receita Federal atuem coordenadamente conosco, trazendo mais elementos para a Polícia Federal atuar”, disse.

“Nós sempre fazemos na área de polícia judiciária, com inteligência, com estratégia, descapitalizando o crime, enfrentando aquilo que o crime organizado tem de mais é relevante que é o poder econômico e prendendo lideranças. É assim que a Polícia Federal atua e é assim que nós já estamos atuando no Rio de Janeiro”, acrescentou o diretor-geral da PF.

Etanol de milho deve igualar produção do etanol de cana até a safra 2034/35

Segundo a Datagro, capacidade instalada do biocombustível de milho deve alcançar 24,7 bilhões de litros em dez anos, impulsionada por novas usinas no Centro-Oeste.

A oferta de biocombustível produzido a partir do milho deve igualar a oferta produzida a partir da cana-de-açúcar até a safra 2034/35. As projeções da consultoria Datagro, compartilhadas pelo portal TheAgroBiz, apontam que a capacidade instalada de produção de etanol a partir do cereal será de 24,7 bilhões de litros em 2034.

Segundo a Datagro, atualmente o país possui 25 placas em operação, 18 em produção e 19 em planejamento. Após a conclusão das obras, é estimada a produção de 11,14 bilhões de litros. Já a safra 2025/26 está estimada para 10,2 bilhões de litros. Para 2026, com todas as usinas funcionando em 100%, a capacidade de produção de etanol de milho deve aumentar entre 3 bilhões e 3,5 bilhões. Já em 2034, a previsão é aumentar para 24,72 bilhões de litros.

Com essas projeções, em menos de dez anos, metade da produção brasileira de etanol terá origem no processamento de milho. Atualmente, segundo o Datagro, a projeção para a safra de etanol oriundo da cana-de-açúcar é de 25,99 bilhões de litros para a safra 2025/26. Porém, diferente da produção do etanol pelo milho, a cana não possui perspectivas de aumento da capacidade de produção.

O milho é a melhor alternativa à produção de soja, em rotação, ajudando a recuperar matéria orgânica, combatendo pragas de solo (nematóides) e atualmente sintetizando nitrogênio do ar através de  bactérias como o Azospirillum brasilense, que, quando aplicadas ao cultivo (em forma de inoculantes), promovem a fixação biológica de N. 

ONU condena chacina de Cláudio Castro no Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Durante operação policia contra o Comando Vermelho, agentes da polícia militar fazem guarda perto de filas nos pontos de ônibus e vans de transporte complementar na região da Central do Brasil, com trabalhadores sendo liberados mais cedo pela situação de violência. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Alto Comissariado de Direitos Humanos pede investigação imediata e entidades denunciam política de confronto. Em compensação, os oposicionistas tentam pegar uma carona nos “eventuais proveitos eleitorais” no ato arbitrário e violento do governador Cláudio Castro. Os governadores Zema e Caiado, dois erráticos, apoiam a chacina e falam em vitória. Tarcísio de Freitas, outro defensor de milicianos, também defendeu a ação. 

Enquanto isso, os verdadeiros donos e financiadores do tráfico transitam no Congresso, com seus lobbies e aquisidores de influência. 

O presidente da República, em conversa com seus ministros da área, deve tomar decisão ainda esta semana sobre o feito.

Diz a Agência Brasil:

Um dia de terror para os mais de 150 mil habitantes dos complexos da Penha e do Alemão, que passaram horas debaixo de tiros e explosões em uma operação policial que afetou também todos aqueles que precisaram transitar pelas principais vias da cidade, em diversos bairros da capital fluminense, que ainda não acabou.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção.

Operação Contenção que se estendeu por toda esta terça-feira (28), deixou pelo menos 130 pessoas mortas – incluindo quatro policiais -, interrompeu o trânsito das principais vias da cidade, fechou escolas, postos de saúde e estabelecimentos comerciais. Segundo o governo do estado, 81 pessoas foram presas e 93 fuzis apreendidos, além de pistolas e granadas. Trata-se da maior operação dos últimos 15 anos e também da mais letal de toda a história do estado.

Para especialistas, a operação gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado, pelo contrário, ações como esta apenas fortalecem a violência.

“Essa lógica de medir força armada bélica com estruturas do tráfico sempre resultaram em mortes cada vez maiores, em sofrimento cada vez mais intenso, perda de acesso a serviços públicos, perda de mobilidade urbana, os mais frágeis sempre vão sofrer muito mais. A economia é afetada diretamente e o problema nunca foi sequer arranhado”, diz o professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio Souza Alves.

Segundo o professor, combater o crime organizado exige outras estratégias, inclusive oferecer oportunidades e qualidade de vida a população em situação de vulnerabilidade.

“Criar novas formas de interceptar, de investigar, de seguir dinheiro, de prender pessoas, de colocar limitações nesse funcionamento, de dar alternativa real para essa população. Você tem que disputar palma a palmo nesses territórios, essas populações que são facilmente convencidas pela grana da droga, da arma, pela grana dos ilegalismos, dos golpes. Se não pensarmos isso, a gente está absolutamente comprometido, não vamos conseguir”, defende.  

“Isso tudo que vocês estão vendo aí hoje, arrebentando no Rio de Janeiro todo, é apenas uma imensa e gigantesca cortina de fumaça, um rolo gigantesco de fumaça cegando a todos”, diz, Alves. 

Lambança político-operacional

Em entrevista ao programa Revista Rio, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jacqueline Muniz, classificou a operação como amadora e como uma “lambança político-operacional”.

Segundo ela, foram cometidos erros táticos que foram ao encontro do que está previsto nas próprias instruções normativas de segurança pública.

“Para colocar 2,5 mil policiais, tem que fazer uma previsão de 7,5 mil a 10 mil policiais, porque tem três turnos de trabalho e escala. Isso quer dizer que para fazer esta operação, que eu chamei de uma lambança político-operacional do governador Castro, teve que se retirar o policiamento de 3 milhões a 5 milhões de pessoas na região metropolitana”, diz. “De um lado, esquentou-se a chapa numa área crítica, não reduziu a capacidade operacional do crime, por outro, viabilizou a morte de policiais, o ferimento de policiais, de cidadãos sem que isso significasse um avanço sobre o crime organizado”.

Ela acrescenta:

“Isso é muito sério porque põe em risco a vida dos policiais, põe em risco a vida da população, inviabiliza a circulação de pessoas, de mercadorias. Nós estamos produzindo fechamento da Linha Amarela, da Linha Vermelha, da Avenida Brasil, dando um nó em toda a região metropolitana. Ou seja, esquentando a chapa e multiplicando a insegurança”, diz.

 

Ela explicou que a operação tinha razão para existir, mas foi mal concebida. “A finalidade dela foi politiqueira, pondo em risco a vida dos agentes da lei, da população, com resultados que não se sustentam diante da doutrina de operações policiais, que fique claro, porque há critérios técnicos sim, polícia não é amadorismo, a polícia é profissão”.

Avanço do crime organizado

O objetivo da operação, de acordo com o governo do estado era cumprir mandados de prisão e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. A ação conjunta mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares, com a participação do Ministério Público.

Segundo pesquisa divulgada no ano passado pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF) e pelo Instituto Fogo Cruzado, o Comando Vermelho foi a única facção criminosa a expandir seu controle territorial de 2022 para 2023, no Grande Rio. Com o aumento de 8,4%, a organização ultrapassou as milícias e passou a responder por 51,9% das áreas controladas por criminosos na região. 

A pesquisa mostrou que o Comando Vermelho retomou a liderança de 242 km² que tinham sido perdidos para as milícias em 2021. Naquele ano, 46,5% das áreas sob controle criminoso pertenciam às milícias e 42,9% ao Comando Vermelho.

População na linha de tiro

Para o Instituto Fogo Cruzado, instituição que produz dados e informações sobre violência armada, e que copilou informações sobre a Operação Contenção, ações como esta não combatem de fato o crime organizado.

“Combater o crime organizado exige outra lógica. É preciso atacar fluxos financeiros, investigar lavagem de dinheiro, fortalecer corregedorias independentes e combater a corrupção dentro do Estado. Tudo que o Rio de Janeiro não faz há décadas”, afirmou em nota.

 

“As polícias do Rio começaram o dia com a Operação Contenção e o que se viu foi parte expressiva da população na linha de tiro e uma cidade inteira parada. Este é o planejamento do governo do estado? Operações como essa mostram a incapacidade do governo estadual de fazer política pública de segurança pública”, explicou a organização.

 O Instituto reforça que esta é a maior chacina policial já registrada na história do estado do Rio de Janeiro, superando as tragédias do Jacarezinho (2021) com 28 mortos, e da Vila Cruzeiro (2022) com 24 mortos, chacinas policiais que também ocorreram no governo de Cláudio Castro. 

LEM: agora já são 110 famílias contempladas pelo Programa Meu Lar.

Mais uma família teve a sua vida transformada com a entrega de uma casa totalmente reformada pelo Programa Meu Lar, da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

A Sra. Vanessa de Oliveira da Cruz, moradora do bairro Jardim Ipê, recebeu sua nova casa ontem, dia 28, das mãos do secretário de Saúde Pedro Henrique e da secretária da Cidadania, Cinthya Borges, que mais uma vez fez questão de falar sobre a importância do programa.

“O Programa Meu Lar tem uma grande importância para a nossa gestão. Quando entramos nas casas e nas vidas das pessoas beneficiadas, entendemos o quanto esse Programa é importante para essas famílias, que lutam diariamente para oferecer qualidade de vida e um lar digno para seus filhos. Muito gratificante fazer parte destas histórias”, disse a secretária Cinthya.

O Dr. Pedro Henrique também destacou a importância da Saúde no Programa Meu Lar. “A saúde tem estado sempre presente no atendimento às famílias beneficiadas pelo Programa, com as avaliações clínicas, odontológicas e psicológicas”, disse o secretário Pedro. “Além das avaliações, incluímos consultas e exames a fim de entregar mais qualidade de vida”, concluiu.

Desde 2021, o Programa Meu Lar já beneficiou 110 famílias, reafirmando o compromisso da gestão municipal em promover dignidade, segurança e melhores condições de moradia para quem mais precisa.

Chacina do Rio causa grande repercussão mundial.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil

A operação deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro, nessa terça-feira (28), contra a facção Comando Vermelho, teve repercussão internacional por conta das dezenas de mortes. Oficialmente, são 64 óbitos – incluindo quatro policiais –, mas os números finais devem passar de 100. Outros países e entidades internacionais também se manifestaram diante do alto nível de letalidade.

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um post, no fim da noite de ontem, em seu perfil na rede X (antigo Twitter), pedindo que as autoridades estejam atentas a suas obrigações perante o direito internacional.

“Brasil: estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que já teria resultado na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais. Esta operação letal reforça a tendência de consequências extremamente fatais das ações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil. Relembramos às autoridades suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos e instamos a realização de investigações rápidas e eficazes”.

O jornal inglês The Guardian publicou matéria com o  título: “Brasil: ao menos 64 mortos no dia mais violento do Rio de Janeiro em meio a batidas policiais”.

A seguir, a publicação escreveu: “A operação — a mais letal da história do Rio — começou de madrugada e teve intensa troca de tiros nos arredores das favelas do Alemão e Penha, onde moram cerca de 300 mil pessoas”. E complementou: “Fotos terríveis com alguns dos jovens homens mortos se espalharam pelas redes sociais”.

Tiroteios

O espanhol El País cravou em sua reportagem sobre a operação que o “Rio de Janeiro vive uma jornada de caos colossal e intensos tiroteios por uma ação policial contra o crime organizado que já é a mais letal da história da cidade brasileira”.

Le Figaro, importante jornal da França, relata em sua reportagem que há muita “contestação sobre a eficácia destas operações policiais de grande porte no Rio de Janeiro, no entanto, elas são comuns na cidade”.

New York Times chamou a ação policial de “a mais mortal da história do Rio, com quatro policiais mortos e, ao menos, 60 pessoas mortas. Foi um ataque aos ‘narcoterroristas’, disse o governador do estado”.

O periódico argentino Clarín reproduziu o post de um brasileiro e estampou em seu site: “não é Gaza, é o Rio”.

O número oficial de mortos deve aumentar nas próximas horas desta quarta-feira (29). Já há mais de 50 corpos entregues às autoridades pela população local.

 

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Mãos amarradas, tiros na nuca, facadas, marcas de execução programada

Moradores das comunidades do Alemão e da Penha, palcos da megaoperação policial de ontem na zona norte do Rio de Janeiro, denunciaram violações cometidas pelas forças de segurança durante a ação, que se tornou a mais letal da história do estado fluminense.

Denúncias constam em relatório da Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do RJ. O documento, acessado pelo UOL, reúne relatos de moradores sobre supostos abusos e violações cometidas.

Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025 — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Violações denunciadas incluem casos de agressão policial contra mulher grávida e tiros de arma de fogo disparados “de forma indiscriminada” na direção de casas de moradores. Segundo os relatos recebidos pela Ouvidoria, policiais também invadiram residências sem mandados judiciais e negaram socorro a pessoas que passavam mal em locais das operações.

“Recebemos denúncias de que uma mulher grávida foi agredida por agentes ao questionar o motivo de ela ter que mostrar o seu telefone sem que houvesse um mandado. A resposta recebida por ela foi: “eu sou a lei, eu sou o juiz, mandato é o c*”.

Alguns dos corpos encontrados em área de mata na Penha entre a noite de ontem e a manhã de hoje têm marcas de tiro na nuca, nas costas e facadas, segundo testemunhas.

Características dos mortos dão sinais de assassinato deliberado, afirmou o comunicador Raul Santiago. “Muitas pessoas estão executadas com tiro na nuca por trás, tiros nas costas, facadas”, disse, em entrevista do UOL.

Alguns dos mortos também estavam baleados na cabeça e nas pernas. As marcas dos tiros foram vistas por equipes do UOL na praça.

Reconhecimento na praça

O g1 apurou ainda que os corpos, todos de homens, estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes.

O ativista Raull Santiago é um dos que ajudaram a retirar os corpos da mata. “Em 36 anos de favela, passando por várias operações e chacinas, eu nunca vi nada parecido com o que estou vendo hoje. É algo novo. Brutal e violento num nível desconhecido”, disse.

Segundo apurou o g1, o objetivo do traslado dos corpos até a praça foi para facilitar o reconhecimento por parentes. Moradores os deixaram sem camisa para agilizar esse processo, a fim de deixar à mostra tatuagens, cicatrizes e marcas de nascença.

Muitos dos mortos tinham feridas a bala – alguns estavam com o rosto desfigurado.

Depois, a Polícia Civil informou que o atendimento às famílias para o reconhecimento oficial ocorrerá no prédio do Detran localizado ao lado do Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio, a partir das 8h.

Nesse período, o acesso ao IML será restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público, que realizam os exames necessários. As demais necropsias, sem relação com a operação, serão feitas no IML de Niterói.

Com UOL, G1 e o Globo.

Confrontos no Rio: moradores retiram cerca de 60 corpos em área de mata após operação.

Comunidade diz que eles não fazem parte da contagem oficial. O que caracterizaria uma grande chacina.

Rio de Janeiro (RJ), 28/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

Cerca de 60 corpos foram localizados e retirados de uma área de mata do Complexo da Penha por moradores, após a Operação Contenção realizada pelas forças de segurança do estado, nessa terça-feira (28). Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da comunidade, e de acordo com os moradores, não fazem parte da contagem oficial de 64 mortos – 60 suspeitos e 4 policiais. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não se pronunciou. 

O ativista Raul Santiago, morador do complexo, fez uma transmissão ao vivo e denunciou a  “chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do país.” 

A pedido dos familiares, os corpos foram expostos para registro da imprensa, e depois foram cobertos com lençóis. A comunidade aguarda a retirada dos corpos pelo Instituto Médico-Legal.

Se eles realmente estiverem fora das 64 vítimas contabilizadas ontem, o saldo total de mortos da operação mais letal já realizada pelas forças de segurança do Rio, pode chegar a 120. Durante a noite, mais seis corpos encontrados em área de mata no Complexo do Alemão foram levados para o Hospital Getúlio Vargas.
O Corpo de Bombeiros já começou a retirar os corpos no Complexo da Penha. Ainda há incerteza sobre o número total de mortos na ação, que está sendo considerada pelo governo do estado como “a maior operação da história do Rio de Janeiro”. A contagem oficial na terça-feira foi de 64 óbitos, sendo 60 suspeitos e 4 policiais. Isso já caracteriza a ação como a mais letal.

No entanto, seis corpos encontrados por moradores no Complexo do Alemão foram levados para o Hospital Getúlio Vargas durante a noite, além dos 60 localizados na Penha durante a madrugada e manhã de hoje. Caso não haja duplicidade, a conta pode chegar a 130 mortos.

Da Agência Brasil.

Sete baianos envolvidos nos conflitos do Rio de Janeiro

megaoperação policial no Rio de Janeiro, que já deixou 64 mortos, tiveram sete baianos entre os suspeitos mortos ou presos durante os confrontos.

De acordo com informações do Informe Baiano, um dos identificados é Júlio Souza Silva, de 30 anos, natural do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Ele cumpriu pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura e estava em regime semiaberto.

Também morreram os traficantes conhecidos como “Esquilo”, “Mazola” e “DG”, todos de Feira de Santana. Outro criminoso da cidade, identificado como “Matarindo”, ficou ferido durante os confrontos.

O suspeito apelidado de “FB”, apontado como chefe do Comando Vermelho (CV) na região do Portal do Sertão, também foi baleado, mas não há informações sobre seu estado de saúde.

Além deles, um homem identificado como “Siri”, de Portão, em Lauro de Freitas, foi preso.

A fake news eleitoral de Claudio Castro sobre a “falta de ajuda federal”.

Castro cobra governo federal e pede 'apoio maior, até das Forças Armadas'  após operação | VEJA

O Governador mente para obter ganhos eleitorais com a ação.

Pior que a incompetência é a covardia — e Cláudio Castro reúne as duas. O governador do Rio de Janeiro mostrou-se incapaz de conduzir uma operação policial de grandes proporções e, diante do desastre, preferiu culpar o presidente Lula para escapar de suas responsabilidades.

A chamada Operação Contenção mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças de segurança para conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir 100 mandados de prisão. Quatro policiais foram mortos, sessenta suspeitos morreram em confronto e 81 pessoas foram presas. Também foram apreendidos 75 fuzis.

Além da perda de vidas humanas, é preciso considerar o prejuízo causado pelo caos na cidade: o terror nas comunidades, os congestionamentos, o fechamento de escolas, postos de saúde e hospitais, as barricadas, o medo generalizado, o colapso completo da rotina. Foi um dia em que o Rio parou sob fogo e pânico.

No mesmo dia, Cláudio Castro convocou uma coletiva de imprensa para se defender — e, em vez de assumir a responsabilidade, tentou fabricar uma narrativa. Com voz trêmula, afirmou que o Rio estava “sozinho”. Mentiu.

Ele próprio admitiu que não pediu ajuda federal. Não acionou a Polícia Federal, as Forças Armadas nem o Ministério da Justiça. Ainda assim, tentou convencer o público de que o Governo Federal teria negado apoio. Para isso, usou uma justificativa distorcida: disse que, em outras ocasiões, o governo exigira um formulário para autorizar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O que é preciso deixar claro — e a imprensa, infelizmente, acabou caindo na armadilha de Cláudio Castro — é que ele não pediu, não solicitou apoio do governo federal para essa operação de hoje. Ponto final.

O próprio ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, confirmou a informação. Ele afirmou que o governador Cláudio Castro não pediu apoio para a operação policial de hoje.

Entre os 81 presos, até o momento não se sabe quem são, nem o grau de periculosidade. Entre mortos e suspeitos, não há clareza sobre quantos realmente pertencem a facções ou quantos eram apenas moradores pegos no fogo cruzado. E não será a primeira vez que a cidade descobre, dias depois, que entre os mortos havia vários inocentes — vítimas de uma operação desastrada e inconsequente.

O que está claro é o objetivo político: remexer o ânimo fascista da sociedade. Essa tática, que a extrema direita usa no mundo inteiro, é especialmente eficaz no Brasil. Foi com ela que Bolsonaro chegou ao poder. No Rio de Janeiro, ela sempre dá resultado.

A operação, conduzida sem planejamento e usada como espetáculo, serviu para desviar a atenção da opinião pública, em meio à onda positiva de Lula após o encontro com Donald Trump. Criou-se o caos e, sobre ele, ergueu-se uma mentira.

A esquerda, por sua vez, precisa tomar cuidado ao reagir a esse tipo de manipulação. Ao criticar os excessos das forças de segurança, é empurrada para a armadilha retórica de parecer “defender bandidos” — uma distorção que mina o debate público e enfraquece a luta por uma política de segurança racional e humana.

Para o país, pensando no interesse nacional e considerando que a segurança pública é, de fato, um drama na vida de milhões de brasileiros, será preciso que o governo federal pense muito rápido dessa vez e utilize mais essa crise no Rio de Janeiro como uma grande oportunidade para fazer avançar a pauta — a PEC da segurança pública — e gerar um debate construtivo, urgente e assertivo. Esse debate precisa envolver a sociedade com ideias criativas e transmitir com clareza que as autoridades eleitas pelo voto popular são inimigos radicais do banditismo e do crime organizado. Essa mensagem será essencial para evitar o retorno dos sentimentos fascistas na sociedade e conter o avanço da extrema direita em 2026, que tentará, mais uma vez, manipular com mentiras e soluções fáceis a pauta da segurança pública.

Editorial de O Cafezinho.

Lewandowski diz que não recebeu pedido de apoio à operação no Rio

Fortaleza (CE), 28/10/2025 - Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski fala durante entrevista coletiva. Frame: MJSP/Reprodução

Ministro se colocou à disposição das autoridades do Estado.

 

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse, na tarde desta terça-feira (28), que não recebeu pedido do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para apoio à Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha. O estado confirmou mais de 60 mortes até o momento.

“Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação. Nem ontem, nem hoje, absolutamente nada.”

Ele acrescentou que nenhum pedido do governador Cláudio Castro foi negado. O ministro qualificou a operação de “cruenta” em vista das mortes de agentes de segurança pública e de inocentes.

Ele lembrou que, recentemente, no começo deste ano, o governador Cláudio Castro esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública pedindo a transferência de líderes das facções criminosas para penitenciárias federais de segurança máxima. “Foi atendido. Nenhum pedido foi negado”, reforçou.

Em entrevista à imprensa na tarde de hoje, o ministro avaliou que não era o momento de analisar a operação. “Não posso julgar porque não estou sentado na cadeira do governador”. Ele ainda lamentou as mortes ocorridas.

“Quero apresentar a minha solidariedade às famílias dos policiais mortos, e minha solidariedade às famílias dos inocentes que também pereceram nesta operação. Ainda me colocar à disposição das autoridades do Rio para qualquer auxílio que for necessário.”

Ao falar sobre a Operação Contenção, o governador Cláudio Castro cobrou mais apoio do governo federal no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro. Segundo Castro, o estado está atuando “sozinho nesta guerra”.

Defesa da PEC

Também nesta tarde, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, disse, por rede social, que os violentos episódios no Rio de Janeiro ressaltam a urgência da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional.

Para ela, ficou evidente a necessidade de articulação entre forças de segurança no combate ao crime organizado. “Também ficou demonstrada a necessidade de que as ações sejam precedidas de operações de inteligência, inclusive inteligência financeira para que obtenham sucesso, como vimos na Operação Carbono Oculto.”

Megaoperação contra Comando Vermelho no Rio deixa 64 mortos e 81 presos

Confrontos nos complexos do Alemão e da Penha envolveram barricadas, disparos e uso de drones com bombas; veja vídeo.

Por João Lucas Dantas, no bahia.ba

Pelo menos 64 pessoas morreram e 81 foram presas nesta terça-feira (28) durante uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Operação das polícias do Rio nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte

Traficantes reagiram com tiros e barricadas em chamas, e um vídeo mostra quase 200 disparos em 1 minuto. A ação faz parte da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo estadual para conter a expansão do CV.

Entre os mortos, estão dois policiais civis: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, da 53ª DP (Mesquita), e Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, da 39ª DP (Pavuna). Os outros 18 mortos são traficantes que trocaram tiros com a polícia. Até a última atualização, havia relatos de mais baleados, e o quadro segue em evolução.

Participaram da operação cerca de 2.500 agentes, que cumpriram 100 mandados de prisão. Criminosos reagiram lançando bombas com drones e fugindo em fila indiana pela parte alta das comunidades. Entre os presos estão Thiago do Nascimento Mendes (Belão do Quitungo), um dos chefes do CV na região, e Nicolas Fernandes Soares, operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso.

O secretário de Segurança Pública do RJ, Victor Santos, afirmou que a ação foi planejada exclusivamente pelo estado, atingindo aproximadamente 280 mil moradores das áreas afetadas.

A violência resultou no fechamento de 45 escolas nos complexos e de 5 unidades de saúde. Linhas de ônibus tiveram itinerários desviados preventivamente.

Investigações e denúncias

A operação é fruto de um ano de investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e conta com promotores do Ministério Público do RJ.

Ao todo, 67 pessoas foram denunciadas por associação ao tráfico, incluindo líderes como Edgar Alves de Andrade (Doca), e 3 homens por tortura. A denúncia detalha a estrutura do CV na região, com gerentes responsáveis por contabilidade, abastecimento e segurança armada, além de “soldados” que monitoram pontos de tráfico e executam ordens.

Infográfico - megaoperação contra facção no Rio tem mortos e feridos — Foto: Arte/g1

A ação utilizou helicópteros, blindados, veículos de demolição e ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate. Trata-se de mais uma etapa da estratégia do governo estadual para combater a expansão do CV pelo Rio de Janeiro.

Com imagens de O Globo e G1.

PCC usa agrotóxico batizado e contrabandeado para invadir setor de R$ 21 bi

Agrotóxico adulterado significa ineficiência dos produtos ativos. Isso gera mais pulverizações e uma dupla carga de venenos nos alimentos, como óleo de soja; farelo de soja para alimentação de aves, suínos e bovinos; farinhas de milho para alimentação humana e de animais; óleo de milho e derivados DDG.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) confirmou a atuação do PCC no mercado de defensivos agrícolas falsificados.

Pulverização de agrotóxicos sobre escola segue impune há 5 anos — Brasil de  Fato

A venda de defensivos ilegais foi descoberta durante operação que investigava agiotagem em Franca, no interior do estado e revelou um grande esquema que pode impactar o setor agrícola nacional.
Trocas de mensagens interceptadas revelaram dois integrantes do PCC falando sobre o produto para lavoura de café. Ambos foram presos.
Em julho, o MP-SP apreendeu mais de 30 mil embalagens que seriam usadas na falsificação. A operação em Franca foi considerada uma das maiores do tipo no estado.

Mercado paralelo no fornecimento dos defensivos é mantido por quatro crimes, segundo o Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico Social de Fronteira):

Roubo de carga com produtos químicos legalizados no Brasil; falsificação do defensivo agrícola com a mistura de produtos legais e ilícitos; contrabando de mercadorias proibidas no país; desvio de finalidade (quando produtos legais são importados para ajudar na adulteração de defensivos agrícolas falsos).

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Criminosos do setor de falsificação se dividem em núcleos. Há responsáveis pela produção de embalagens, pelas notas fiscais fraudulentas e outros pela adulteração do produto, por exemplo.

Há mistura de produtos legais e ilegais, mas contrabando de defensivos proibidos no Brasil é mais vantajoso. “O criminoso não precisa se dar ao trabalho de misturar. Ele traz o produto mais barato da fronteira e coloca na embalagem de um defensivo permitido no Brasil”, explica Luciano Stremel Barros, presidente do Idesf.

O contrabando acontece principalmente via Paraguai, que liberou princípio ativo em 2019. De acordo com estudo do instituto, as quadrilhas chegam a pagar os tributos exigidos pelo governo paraguaio para legalizar o produto à base de benzoato de emamectina e, assim, reduzir o risco de apreensão antes de atravessar a fronteira.

A grande rota do tráfego de agrotóxicos é feito via BR-163. Ali foram apreendidos 54,8 mil quilos de produtos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 2018 e 2021, segundo o Idesf. As BRs 116 e 262 aparecem logo em seguida.
Fonte: UOL

NASA aciona alerta global contra ameaças espaciais; cometa “imprevisível”.

NASA aciona alerta global contra ameaças espaciais; cometa "imprevisível"

O comunicado técnico no boletim MPEC (2025-U142),  foi publicado pelo Minor Planet Center (MPC), vinculado à Universidade de Harvard, e gerou preocupação entre astrônomos e cientistas espaciais.

ANASA emitiu um alerta e ativou parte de seu protocolo de defesa planetária após identificar um comportamento considerado “inexplicável” no cometa 3I/ATLAS, detectado originalmente pela Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN).

De acordo com a agência espacial, o cometa apresenta características incomuns que dificultam a previsão exata de sua trajetória nas próximas semanas. Para compreender o fenômeno, a NASA anunciou a realização de um exercício especial de treinamento entre 27 de novembro de 2025 e 27 de janeiro de 2026, com o objetivo de reforçar os protocolos de resposta a possíveis ameaças espaciais e aprimorar a análise de corpos celestes com comportamento atípico.

No comunicado, a NASA explicou que cometas são sistemas estendidos, cujas medições são baseadas no brilho central — o que pode dificultar a determinação precisa de sua posição. A IAWN destacou que o 3I/ATLAS representa um “desafio único” para os astrônomos, já que pequenas variações no cálculo podem alterar significativamente as projeções de sua rota.

Como parte das ações de monitoramento, o Minor Planet Center, supervisionado pela União Astronômica Internacional (IAU) e financiado pela NASA, promoverá um workshop técnico sobre astrometria de cometas, voltado à melhoria dos métodos de observação e à redução de erros de interpretação.

O cometa 3I/ATLAS foi identificado em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert Survey System), localizado em Río Hurtado, no Chile. O equipamento, também financiado pela NASA, registrou a presença de um objeto de origem interestelar com dimensões estimadas entre 20 e 30 quilômetros.

Segundo o astrônomo Avi Loeb, o núcleo do cometa pode ter cerca de 5,6 quilômetros de diâmetro e uma massa superior a 33 bilhões de toneladas, o que o coloca entre os maiores corpos já observados desse tipo.

Atualmente, o cometa está a mais de 670 milhões de quilômetros do Sol, viajando a uma velocidade de 61 quilômetros por segundo, cerca de 209.000 quilômetros por hora.

O Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC) colabora com outros centros internacionais para estudar sua composição, trajetória e implicações científicas, em um dos episódios recentes mais intrigantes da astronomia moderna.

Recurso de Bolsonaro cita cerceamento de defesa e pede revisão da pena.

Brasília (DF), 10/06/2025 - O ex presidente Jair Bolsonaro chegando para depoimento na 1 turma do STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes começa a ouvir os réus do núcleo 1 na ação da trama golpista, os interrogatórios ocorrerão presencialmente na sala de julgamentos da primeira turma da corte 
Foto: Valter Campanato/Agência BrasilValter Campanato – Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta segunda-feira (27), embargos de declaração para “sanar as ambiguidades, omissões, contradições e obscuridades” da decisão do STF que o condenou por tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro é um dos réus do Núcleo 1 da trama golpista e foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, atentado contra o Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, da qual foi apontado como líder, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Os advogados de Bolsonaro pediram a revisão da dosimetria da pena, alegando ausência de individualização adequada e violação ao princípio da proporcionalidade. Segundo eles, as circunstâncias negativas para o estabelecimento da pena não estão presentes no acórdão. 

“Não se sabe, portanto, o que significou cada uma das circunstâncias consideradas, pelo Ministro Relator, como ‘amplamente desfavoráveis’. É indiscutível que a partir da existência de circunstâncias valoradas negativamente chegou-se, sem qualquer cálculo, sem qualquer demonstração, ao elevado aumento da sanção”, diz a peça da defesa.

Nos embargos de declaração, a defesa de Bolsonaro também alega que houve cerceamento de defesa durante o processo que levou à sua condenação no STF. Segundo o documento, os advogados não tiveram tempo hábil nem acesso adequado às provas produzidas na investigação. 

Eles dizem que receberam 70 terabytes de dados, o que teria impossibilitado o exame do material antes do fim da instrução. A defesa também argumenta que foram negados pedidos de adiamento das audiências, 

“A defesa não pôde sequer acessar a integralidade da prova antes do encerramento da instrução; não teve tempo mínimo para conhecer essa prova. E não pôde analisar a cadeia de custódia da prova. Afinal, os documentos foram entregues quando terminava a instrução e, apesar dos recursos da defesa, o processo continuou”. 

Bolsa bate recorde e dólar cai após reunião entre Lula e Trump.

Trade hoje: Dólar Futuro recua mais de 13% em 2023 e segue em tendência de  queda

Moeda norte-americana encerrou no menor nível em três semanas.

O mercado financeiro teve um dia de alívio no dia seguinte ao encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O dólar caiu para o menor nível em quase três semanas, e a bolsa de valores renovou o recorde histórico.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta segunda-feira (27) aos 147.969 pontos, com alta de 0,55%. O indicador, que acumulava queda em outubro, agora sobe 0,5% no mês.

O mercado de câmbio teve um dia favorável. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,37, com recuo de R$ 0,224 (-0,42%). A cotação operou em queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 10h15, chegou a R$ 5,36.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 8 de outubro. A divisa acumula alta de 0,88% em outubro, mas cai 13,11% em 2025.

Tanto fatores internos como externos trouxeram alívio para o mercado. No cenário internacional, a reunião entre Lula e Trump reduziu as tensões sobre o Brasil. Além disso, o índice S&P 500 (das 500 maiores empresas estadunidenses) também bateu recorde nesta segunda.

Paralelamente, a reabertura de negociações entre os Estados Unidos e a China, anunciada no domingo (26) por Trump, ajudou a elevar o preço das commodities (bens primários com cotação internacional), favorecendo países emergentes. Na quinta-feira (30), está previsto um encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.

No cenário doméstico, a forte desaceleração da prévia da inflação oficial em outubro teve reflexo positivo na bolsa de valores. Nesta segunda, o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), reduziu para 4,56% a previsão para a inflação oficial em 2025.

Agência Brasil, com informações Reuters

Santander abre inscrições para Programa de Estágio com vagas na Bahia

Oportunidades são direcionadas a estudantes a partir do 2º semestre da graduação ou tecnólogo, em diversas áreas de formação.

O Santander Brasil está contratando estudantes universitários para seu Programa de Estágio. São mais de 200 vagas para diversos estados do país, inclusive Bahia, para atuação em agências e áreas centrais do Banco, como Atacado, Finanças, Riscos, Varejo, Auditoria, Jurídico, Pessoas & Ouvidoria e Tecnologia.
Os benefícios incluem bolsa auxílio compatível com o mercado, assistência médica, programas de desenvolvimento, seguro de vida, trabalho flexível, vale-refeição e vale-transporte. As inscrições podem ser feitas até 10/11/2025 pelo portal. 
O processo seletivo contará com as etapas de inscrição, testes online, dinâmica de grupo e avaliação com o gestor da área. Os aprovados no programa, iniciarão suas atividades no Santander entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. As vagas são direcionadas a estudantes de graduação e tecnólogos, a partir do 2º semestre do curso, e estão distribuídas por diversas áreas, como Administração, Economia, Direito, Engenharia, Comunicação, Marketing, Tecnologia e outras.
O processo seletivo é conduzido pela Universia, empresa do ecossistema Santander que é especializada em empregabilidade e responsável por realizar todas as dinâmicas de análise do perfil, entrevistas e contratação.

Luís Eduardo Magalhães: 6ª edição do Casamento Coletivo  reuniu mais de 300 convidados.

Luís Eduardo Magalhães foi palco para a 6ª edição do Casamento Coletivo “Enfim Casados”, que aconteceu no último dia 24, no Território Eventhus.

O evento, que é promovido pelo Cejusc – Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania, com o apoio da Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães e do Cartório de Registro Civil, celebrou a união de 45 casais.

Idealizado pela juíza coordenadora do Cejusc, Dra. Renata Guimarães da Silva Firme, o projeto tem como objetivo possibilitar que casais de baixa renda possam oficializar a união civil gratuitamente, garantindo o direito ao casamento àqueles que não dispõem de recursos para arcar com as custas cartorárias.

Desde sua criação, em 2021, o “Enfim Casados” já beneficiou mais de 250 casais, consolidando-se como uma importante ação de inclusão social e cidadania no município.

Juntos há mais de três anos, o casal Hernanda e Felipe, dizem ter realizado um sonho. “Esse evento foi muito importante pra gente, que já vinha planejando e nunca dava certo casar. E hoje graças ao CEJUSC a gente consegue realizar esse sonho. Estamos muito felizes”, disse Hernanda ainda emocionada.

O Território Eventhus cedeu o espaço para a realização do evento – que recebeu mais de 300 convidados, reforçando a parceria entre o poder público, o judiciário e a iniciativa privada na promoção de ações que transformam vidas.

Opera LEM comemora sua 5ª edição com mais de 40 procedimentos cirúrgicos.

O Programa Opera LEM comemorou a sua 5ª edição nos dias 24 e 25 de outubro, com mais de 40 cirurgias de hérnia inguinal, que aconteceram no Hospital Municipal Miriam Borges.

Os 40 procedimentos – realizados em apenas dois dias, é o resultado de um trabalho que une planejamento, equipe comprometida e cuidado com a população.

“O Programa Opera LEM nasceu com a missão de transformar vidas através da saúde. Hoje vemos o resultado de um trabalho que une esforço, amor e compromisso com o bem-estar dos luiseduardenses”, disse Dr. Pedro Henrique, secretário de saúde de Luís Eduardo Magalhães.

“Estamos no caminho certo para deixar a saúde de Luís Eduardo Magalhães cada dia melhor. O Opera LEM mostra que quando há dedicação e responsabilidade, a saúde chega na casa de quem mais precisa”, disse o prefeito Junior Marabá.

Polícia apreende grande quantidade de droga em caminhão que tinha como destino Vitória da Conquista.

Divulgação/ Polícia Civil

Durante o cumprimento de ações da Operação Rota Proibida a Polícia Civil, através de uma equipe do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Conquista, apreendeu uma grande quantidade de cocaína que estava sendo transportada em um caminhão que vinha de São Paulo e tinha como destino a cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.

Dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas interestadual e posse ilegal de munições de uso restrito .

A polícia, durante as investigações, identificou o motorista e o caminhão usado por uma facção criminosa que atua no narcotráfico em Vitória da Conquista , responsável pelo transporte da droga de São Paulo para o sudoeste da Bahia.

A dupla foi flagrada nas proximidades do posto de combustível ao lado da rodoviária , na avenida integração, onde seria feita a entrega e distribuição de parte da droga.

Na operação foram apreendidos também centenas de munições cal. 09mm, . 40 e 380, além de 248 tabletes  grandes de drogas, sendo a grande maioria de cocaína, pasta base e crack, bem como foi apreendido o caminhão usado no tráfico, objetos avaliados em cerca de R$ 10 milhões.

João Fonseca conquista ATP 500 da Basileia e vai virar top-30 mundial

Carreira meteórica lembra a escalada de Gustavo Kuerten em busca do topo do ranking no início deste século. Carioca derrota Alejandro Fokina e vence principal título da carreira

O carioca João Fonseca conquistou o maior título de sua ainda curta carreira no tênis profissional. Neste domingo (26), o brasileiro, de somente 19 anos, venceu o ATP 500 da Basileia, na Suíça, ao derrotar o espanhol Alejandro Fokina por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4.

Esta foi a quarta conquista de João nesta temporada. Nenhum dos títulos anteriores, porém, tem o peso de um ATP 500, terceiro principal nível de torneios do circuito mundial e que dá 500 pontos ao campeão. Esse tipo de competição é inferior apenas aos de nível ATP 1000 e aos Grand Slams (que distribuem 2 mil pontos ao vencedor).

Com os 500 pontos na Basileia, João terá um salto significativo na próxima atualização do ranking de simples da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), saindo do 46º para o 28º lugar. Ele iniciou a temporada na 145ª posição.

Na final diante de Fokina, número 18 do mundo, João não se intimidou. Fez sete aces (quando o adversário não consegue rebater o saque) e levou todos os games em que teve o serviço.

Ele precisou de somente uma hora e 25 minutos para conquistar o maior título de um brasileiro em simples desde 2001, quando o catarinense Gustavo Kuerten foi campeão do ATP 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. O carioca, de 2005, sequer era nascido. 

João também ganhou, em 2025, o ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina, e os Challengers (torneios de nível inferior aos ATP) de Canberra, na Austrália, e Phoenix, nos Estados Unidos. A partir desta segunda-feira (27), o brasileiro já busca um novo título. Ele estreia no ATP 1000 de Paris, na França, contra o canadense Denis Shapovalov, um dos adversários que superou na Suíça, nas quartas de final. O duelo ainda será marcado.

Milei obtem forte vitória nas eleições legislativas parciais

O presidente da Argentina, Javier Milei, gesticula para a multidão durante as eleições de meio de mandato, que são vistas como cruciais para sua administração depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que o apoio futuro à Argentina dependeria do bom desempenho do partido de Milei na votação, em Buenos Aires, Argentina, em 26 de outubro de 2025Foto Reuters – Cristina Sille

Enquanto “jubilados”, a extensa massa de aposentados argentinos passa fome, a direita de Milei, o roqueiro que usa fraldas e fala com espíritos de cachorros, comemora resultado das eleições.

A Câmara Nacional Eleitoral (CNE) da Argentina divulgou neste domingo (26) os resultados oficiais das eleições legislativas nacionais de 2025, confirmando uma vitória expressiva do partido governista La Libertad Avanza, que obteve 40,84% dos votos em todo o território argentino. A principal força opositora, Fuerza Patria, ficou com apenas 25%. As informações são do canal C5N

De acordo com a CNE, os números refletem a apuração de 96% das mesas eleitorais. O oficialismo recebeu amplo apoio em todo o país, conquistando vitórias em 16 províncias, incluindo Buenos Aires, onde a chapa liderada por Diego Santilli (41,52%) superou o peronismo (40,84%) — um resultado simbólico, já que nas eleições locais, realizadas há pouco mais de um mês, o peronismo havia vencido por 14 pontos de diferença.

As eleições, que definem a composição da Câmara dos Deputados e do Senado, registraram participação abaixo de 70%, o menor índice desde o retorno da democracia na Argentina.

O chefe de gabinete Guillermo Francos destacou que o pleito representou “um forte respaldo nacional ao governo”. Segundo os resultados oficiais, o La Libertad Avanza venceu em Buenos Aires, CABA, Chubut, Corrientes, Córdoba, Entre Ríos, Jujuy, La Rioja, Mendoza, Misiones, Neuquén, Río Negro, Salta, San Luis, Santa Fe e Tierra del Fuego.

Por outro lado, o Fuerza Patria ficou em primeiro lugar em Catamarca, Formosa, La Pampa, San Juan, Santa Cruz e Tucumán.

 

Luís Eduardo entre as cinco cidades mais quentes do País

Luís Eduardo Magalhães comemora 25 anos com shows e atividades esportivas neste sábado e domingoFoto: Reprodução | Social LEM

Ibotirama, no oeste baiano, Luís Eduardo Magalhães e Correntina estão entre as cinco cidades brasileiras com as temperaturas mais altas. Ibotirama registrou 40,7 graus, ficando atrás somente de Oeiras, no Piauí, que registrou 41,2 graus.

Luís Eduardo Magalhães registrou 39,6 graus; e Correntina, 39,4 graus. As temperaturas foram registradas no sábado (18). Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), há previsão de temperatura altas no oeste baiano.

Em Luís Eduardo, um planalto com média de 700 metros, não são normais máximas tão altas. Mas elas vão continuar intensas até a próxima segunda-feira, 3 de novembro, quando o tempo fica encoberto e chove mais forte.

No entanto, durante esta semana, as temperaturas mais altas permanecem nos vales. Enquanto Ibotirama tem previsão de 39 graus, há estimativa que os termômetros marquem 39 graus em Barra e 37 graus em Bom Jesus da Lapa, Formosa do Rio Preto e Barreiras.

 

Aposta simples de Ourinhos (SP) fatura mais de 96 milhões na Mega-Sena

Resultado da Mega Sena 2.932 — Foto: Reprodução/Facebook/Loterias CAIXA

Oito apostas do Paraná acertaram cinco números do concurso 2932 da Mega-Sena, sorteado na noite deste sábado (26). Cada uma levou R$ 27.798,30Veja as cidades abaixo.

🍀 Os números sorteados foram: 04 -13 – 25 -36 – 40 – 53

Uma aposta simples feita em Ourinhos (SP) acertou os seis números e embolsou R$ 96.166.949,10.

Para o próximo sorteio de terça-feira (28), o prêmio é estimado em R$ 3.500.000,00.

💵 Confira as cidades premiadas:

  • Guaratuba: aposta simples realizada na Lógica Loterias. Levou R$ 27.798,30;
  • Londrina: bolão com oito cotas feito na Lotérica Três Marias. Levou R$ 27.798,30;
  • Pinhais: aposta simples realizada na Pinhais Loterias II. Levou R$ 27.798,30;
  • Quatiguá: aposta simples registrada em canal eletrônico. Levou R$ 27.798,30;
  • São José dos Pinhais: aposta simples registrada em canal eletrônico. Levou R$ 27.798,30;
  • São José dos Pinhais: aposta simples feita na Loterias São José. Levou R$ 27.798,30;
  • Toledo: aposta simples registrada em canal eletrônico. Levou R$ 27.798,30;
  • Umuarama: aposta simples realizada na Lotérica Paraná. Levou R$ 27.798,30.

 

Lula se reúne com Trump na Malásia e discute relações entre Brasil-EUA.

Kuala Lampur, 26/10/2025 - Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN. Foto: Ricardo Stuckert/PRRicardo Stuckert/PR

Segundo chanceler brasileiro, encontro foi “muito positivo”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação. 

Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana. 

“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendencia natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.

Além dos presidentes, também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Suspensão das tarifas

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, falou com a imprensa após o encontro e disse Trump autorizou sua equipe a iniciar as negociações para revisão do tarifaço ainda na noite deste domingo, no horário local da Malásia, 11 horas a frente do Brasil. 

“A reunião foi muito positiva, o saldo final é ótimo. O presidente Trump declarou que dará instruções a sua equipe para que comece um processo, um período de negociação bilateral, que deve se iniciar hoje ainda, porque é para tudo ser resolvido em pouco tempo”, afirmou o chanceler.

Admiração

Segundo Vieira, os presidentes tiveram uma conversa descontraída e Trump disse que admira a trajetória política de Lula.

“Trump declarou admirar o perfil da carreira política do presidente Lula, já tendo sido duas vezes presidente da República, tendo sido perseguido no Brasil, se recuperado, provado sua inocência, voltado a se apresentar e, vitoriosamente, conquistando o terceiro mandato”, afirmou.

Visitas

O chanceler brasileiro também confirmou a intenção de Trump vir ao Brasil. A data ainda não está confirmada.

“O presidente Lula aceitou também e disse que irá, com prazer, aos Estados Unidos. Trump disse que admira o Brasil e que gosta imensamente do povo brasileiro”, comentou.

Há 50 anos o jornalista Vladimir Herzog era assassinado pela Ditadura.

Assassinato do jornalista gerou grande mobilização contra a repressão.

Há exatos 50 anos, o jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, apresentava-se voluntariamente no Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), órgão de repressão da ditadura militar subordinado ao Exército, onde foi preso sem ordem judicial. Horas depois, após ser interrogado sob tortura, foi morto pelo Estado brasileiro, em 25 de outubro de 1975. O assassinato do então diretor de Jornalismo da TV Cultura foi um marco que gerou grande mobilização contra a repressão e também de luta pela democracia.

O ato de hoje rememora a grande virada contra a ditadura.

Cinco décadas após sua execução, produções inéditas contribuem para a preservação do legado de Vlado, incluindo o lançamento de documentário e podcast sobre sua vida, além de uma ferramenta que utiliza inteligência artificial (IA) para simular respostas na voz de Vlado, com base em um acervo de produções do jornalista.

O documentário A Vida de Vlado – 50 anos do Caso Herzog, produzido pela TV Cultura, vai ao ar na emissora, neste sábado (25), a partir das 23h. A produção, que traz materiais inéditos, conta a história da família Herzog e a vida de Vlado até sua morte, além de mostrar o legado do jornalista, que é preservado pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH).

O lançamento oficial ocorreu nessa sexta-feira (24), na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O pôster feito especialmente para o evento tem uma foto inédita de Vlado, ao lado de sua esposa e os dois filhos, tirada dias antes de sua morte.

Diretora de Jornalismo da TV Cultura, Marília Assef contou que o filme traz fotos e documentos inéditos, além de entrevistas com pessoas que trabalharam e conviveram com Vlado. “O arquivo usado foi vasto, aqui da TV Cultura e do instituto. Tem muita foto que o Instituto Vladimir Herzog recebeu ultimamente, slides do filme que ele estava fazendo sobre Canudos. Tinha slides inéditos do Vlado, que agora foram recuperados pelo instituto”, diz.

“A importância [do filme] é contar a história do Vlado, por isso o documentário tem esse nome. A gente conta o que ele gostava de fazer, quem ele era, a importância dele como pessoa, como jornalista, as vontades e os desejos dele.”

A diretora lembra a relevância do jornalista para a história do país, ao avaliar que seu assassinato teve grande impacto para a transição democrática pós-ditadura militar.

O documentário resgata ainda filmes raros gravados durante o culto ecumênico na Catedral da Sé, em 31 de outubro de 1975, e no descerramento do túmulo de Herzog, no cemitério Israelita do Butantã, um ano após sua morte.

Neste domingo (26), a Praça Memorial Vladimir Herzog, no centro de São Paulo, receberá uma intervenção permanente chamada Calçadão do Reconhecimento. No piso, haverá a instalação dos nomes de todas as pessoas e coletivos vencedores do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, um dos mais importantes do país.

Uma das homenagens será ao conjunto dos trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que recebeu, em 2022, o Prêmio Especial Vladimir Herzog Contribuição ao Jornalismo, pela resistência na defesa da comunicação pública. O reconhecimento decorreu da atuação dos profissionais durante o governo de Jair Bolsonaro, quando a censura, o governismo e a perseguição foram disseminadas na empresa.

São Paulo (SP) - Instituto Vladimir Herzog lança campanha para oficializar 25 de outubro como dia nacional da democracia. Foto: Wilson Ribeiro/Acervo Vladimir Herzog

Assassinato de Vladimir Herzog gerou grande mobilização contra a repressão e também de luta pela democracia – Foto: Wilson Ribeiro/Acervo Vladimir Herzog

A foto e a farsa

No podcast O Caso Herzog: A Foto e a Farsa, o jornalista Camilo Vannuchi entrevista o fotógrafo Silvaldo Leong, que fez a imagem do corpo de Vlado pendurado no DOI-Codi. A produção conta também com entrevistas, documentos e áudios inéditos, além de análises que contextualizam o Brasil da ditadura e suas marcas no contexto atual, e está disponível nas plataformas de streaming.

“A foto é uma farsa, uma farsa muito violenta, porque foi simular um suicídio com o Herzog pendurado numa janela com o suposto cinto de pano que faria parte do uniforme dos presos na carceragem do DOI-Codi, mas na carceragem não tinha cinto, nem de pano, nem de qualquer outro material, ninguém usava cinto”, relata Camilo Vannuchi.

Além disso, Vlado era mais alto do que a janela em que foi pendurado, ficando com joelhos dobrados e os pés arrastando no chão. “É toda uma situação inconcebível, segundo os especialistas, os médicos, não dá para se matar se pendurando de uma altura menor do que você mesmo.”

Como Vlado era judeu, em caso de suicídio – como dizia a versão oficial da época –, ele deveria ser enterrado em local específico, de acordo com a tradição religiosa. No entanto, no processo de preparação do corpo, conta Camilo, um funcionário procurou o rabino Henry Sobel, para relatar que havia hematomas e escoriações no corpo. “Ele fala isso ao telefone, e o Henry Sobel fala ‘não, ele não se matou, vamos enterrar na área nobre’”, conta Vannuchi.

O jornalista Paulo Markun, amigo de Vlado, que também estava preso no DOI-Codi na data da morte, relata que houve até um inquérito para mascarar o assassinato. “Tudo isso era uma farsa e uma ficção, a gente tentou argumentar mas eles [agentes do DOI-Codi] insistiam que ele tinha se matado”, diz ele, que também era colega de Herzog na TV Cultura.

Markun lembra que eram “24 horas por dia ouvindo gritos das pessoas apanhando” no local. “Quando [fui levado], já cheguei num local que era um centro de tortura. Não era uma delegacia, não tinha um escrivão, nada disso. Era a violência desde o início.” Ele reforça que todos os detidos usavam macacão sem cinto, o que ajuda a desmentir a farsa do suicídio, com uso de um cinto, montada pelos militares.

Inteligência artificial

Na sua atuação profissional, Markun desenvolveu uma ferramenta, com uso da inteligência artificial, que cria respostas a partir de materiais produzidos por Herzog ao longo de sua vida. “É um conjunto de livros, reportagens, textos do Vlado, cartas que ele escreveu, organizados numa base de conhecimento, sobre a qual a inteligência artificial responde com a voz do Vlado”, explica.

Quando o usuário faz uma pergunta ao avatar construído a partir da voz clonada de Herzog, a plataforma faz uma busca na base de conhecimento a partir de palavras-chave, e a inteligência artificial constrói a resposta em texto, que é transformada em áudio instantaneamente. A ferramenta será apresentada em evento que discutirá como a inteligência artificial pode servir à preservação da memória, nos dias 30 e 31 deste mês, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-SP.

Para Markun, essa é mais uma maneira de apresentar a história de Herzog, por meio de um novo formato.

“É uma voz clonada do Vlado a partir do pequeno trecho [da voz original] que há disponível, e permite que esse avatar responda a qualquer pergunta sobre ele, sobre a trajetória dele e a carreira, a biografia, os projetos, os textos e o cenário político, até a manhã do dia 25 de outubro de 1975, quando ele se apresenta no DOI-Codi”, destaca.

O jornalista avalia que as iniciativas em torno da rememoração dos 50 anos da morte de Vlado são uma demonstração de que, mesmo entre diferentes posições políticas e crenças, há o entendimento comum de que algumas premissas devem ser asseguradas. “A primeira delas é o respeito ao voto popular. A segunda, casada com isso, é que direitos humanos são fundamentais. A terceira é que a liberdade de expressão é essencial”, enumera.

“O que levou à derrota da ditadura foi o entendimento de que pessoas que pensam diferente podem se unir em torno dessa ideia de que a democracia é importante e que a ditadura é inaceitável”, lembra, ao citar o ato inter-religioso que ocorreu sete dias após o assassinato de Herzog e que se repetirá neste sábado (25), às 19h, na Catedral da Sé.

Frente democrática

Em 31 de outubro de 1975, mais de 8 mil pessoas se reuniram na Sé para um ato em homenagem a Herzog, conduzido por líderes religiosos como o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel e o reverendo Jaime Wright, com o apoio do jornalista Audálio Dantas, então presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O evento tornou-se símbolo da resistência democrática.

Segundo Paulo Markun, na época, uma frente ampla se formou também no âmbito político. “Naquela primeira manifestação e ao longo do tempo, foi-se construindo algo que já vinha sendo desenhado na eleição de 1974, que era a criação de uma grande frente democrática, da qual participavam a esquerda, os comunistas, outros grupos foram se aproximando.”

“Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Thales Ramalho e Pedro Simon, nomes que nada tem a ver com a esquerda, [se uniram em torno da] ideia de que era preciso derrotar a ditadura e que essa derrota se daria pela participação de ampla massa da população brasileira. Isso deságua na campanha das Diretas em 1984 e na eleição do Tancredo Neves”, diz o jornalista sobre o movimento de virada para a redemocratização.

Delegada de Cocos é afastada por suspeição de prevaricação.

Investigação aponta fraude, falsificação e omissões que podem ter comprometido investigações e favorecido criminosos na região.

Por Thiago Teixeira, no BNews

A delegada Luzmaia Cecília de Souza e Silva, até então titular na Delegacia Territorial de Cocos, no Oeste baiano, foi afastada do cargo sob suspeita de prevaricação. A determinação do afastamento acompanhada da abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) partiu do delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana.

A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da última sexta-feira (24). Inicialmente, a delegada não teve o nome divulgado na portaria. No entanto, o BNews a identificou por meio do cruzamento dos dados de sua matrícula. Os casos teriam ocorrido ao longo de três anos, entre 2023 e 2025.

A portaria que afastou a delegada atende a decisão liminar proferida pela Vara Criminal da Comarca de Cocos. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) já tem se debruçado sobre o caso que está em segredo de Justiça. A investigação interna instaurada pela polícia designou três delegados para cuidar do caso.

Dentre as suspeitas, se destacam indícios de fraudes, omissão e falsificação de documentos com o intuito de dificultar investigações, além do favorecimento a um vereador preso em flagrante por tentativa de homicídio na Bahia. As ações de Luzmaia foram interpretadas como uma prática “reiterada e sistemática” de prevaricação.

A Delegada Titular da Delegacia Territorial de Cocos/BA, entre os anos de 2023 e 2025, teria, de forma reiterada e sistemática: deixado de praticar, indevidamente, atos de ofício para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”, cita um trecho da portaria.

Confira os indícios apontados pela investigação contra a delegada:

  • Omissão no cumprimento de requisições ministeriais e determinações judiciais, resultando, segundo a portaria, na prescrição de pretensões punitivas;
  • Obstaculização ao trabalho de órgãos de proteção, como o Conselho Tutelar e o Creas, e descumprimento de mandado de prisão;
  • Alegação de inserção de declaração supostamente falsa em documentos públicos, com a finalidade de alterar a verdade sobre o acervo de inquéritos pendentes, apresentando números “drasticamente inferiores à realidade” com o intuito de ludibriar o órgão de controle externo e obter prorrogações de prazo;
  • Suspeita de ter auxiliado um autor de crime (descrito como um vereador preso em flagrante por tentativa de homicídio) a subtrair-se da ação da autoridade pública, ao comparecer fora de seu horário, desclassificar a conduta para lesão corporal leve e liberar o conduzido;
  • Alegação de negligência que teria culminado na fuga de um preso custodiado e na soltura irregular de outro custodiado sem o alvará judicial.

Ainda de acordo com a portaria, se comprovados, tais fatos, podem configurar as infrações disciplinares previstas na Lei Estadual nº 11.370/2009. O BNews entrou em contato com a Polícia Civil, mas até a publicação desta reportagem, nenhum posicionamento foi enviado. O espaço segue aberto.

Veja aqui reportagem de A Tarde, republicada no site Cidade em Revista, os fatos que podem ter originado a suspeição da Delegada.

Bahia vai ao Morumbi para enfrentar o São Paulo e confirmar boa fase.

Depois de três vitórias nos últimos cinco confrontos, o Bahia está em 5º no Brasileirão e em 7º no segundo turno (16 pontos ganhos em 10 jogos, em 5 vitórias e um empate).

O Bahia entra em campo neste sábado (25) para um duelo direto por posições na parte de cima da tabela. O time de Rogério Ceni visita o São Paulo, às 21h30, no Morumbis, em jogo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Tricolor de Aço vive um momento positivo na competição. Após vencer o Internacional por 1 a 0 em jogo atrasado da 14ª rodada, o clube chegou aos 49 pontos e subiu para a 5ª colocação, ficando a apenas três pontos do G-4 – zona que garante vaga direta na Libertadores de 2026.

Para o confronto, o Esquadrão mantém a mesma lista de ausências. Caio Alexandre segue em recuperação muscular, Erick Pulga já treina com o grupo de forma parcial, mas sem previsão de retorno, e Everton Ribeiro ainda se recupera após cirurgia para retirada de um câncer na tireoide.

O São Paulo, por outro lado, tenta reencontrar o caminho das vitórias. A equipe paulista acumula três derrotas seguidas e ocupa a 9ª posição, com 38 pontos. O técnico Hernán Crespo busca uma reação para evitar a queda na classificação.

O confronto entre São Paulo e Bahia, neste sábado (25), às 21h30, terá transmissão do canal SporTV (TV fechada) e do Premiere (pay-per-view).

Reunião de Lula e Trump deve acontecer neste domingo.

O 'abraço' de Lula e Trump não foi um abraço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste sábado (25), que espera se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois mandatários estão no país asiático para participar da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). “Espero que ‘role’. Eu vim aqui e estou à disposição para que a gente possa encontrar uma solução.”

A declaração foi dada em entrevista coletiva aos jornalistas em frente ao hotel que hospeda a comitiva brasileira na Malásia. 

“Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Então, pode ficar certo que vai ter uma solução.”

Aos jornalistas, Lula negou que tenham sido colocadas condições para negociação bilateral em torno do impasse gerado pelo aumento de 50% das tarifas de importação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do início de agosto.

“Eu trabalho com otimismo para que a gente possa encontrar uma solução. Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda.”

Trump

A caminho da Malásia, a bordo do avião Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou aos jornalistas, pela primeira vez, que poderia considerar a redução das tarifas sobre as exportações do Brasil a seu país. “Sim, sob as circunstâncias certas, com certeza”, ponderou o líder norte-americano.

Além disso, confirmou que deve se encontrar com Lula neste domingo (26). “Acho que vamos nos encontrar novamente. Nós nos encontraremos brevemente nas Nações Unidas”.

A expectativa é de que os dois presidentes se reúnam em Kuala Lumpur, capital da Malásia, neste domingo.

Lula da Silva, o abre-portas do agronegócio no Mundo.

Em visita oficial à Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a relação bilateral “muda de patamar” após reunião com o primeiro-ministro Anwar Ibrahim, em Putrajaya, sede do governo. Esse foi o primeiro encontro de um presidente brasileiro ao país do Sudeste Asiático em 30 anos. 

Na oportunidade, os representantes firmaram acordos de cooperação que miram setores estratégicos da indústria de semicondutores, tecnologia e inovação. Ainda, segundo o Planalto, além da retomada do comércio de carne de frango, foram autorizadas importações de pescados, gergelim, melão e maçã. 

Em 2024, o comércio entre os dois países somou US$ 5,8 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,7 bilhões. Em setembro de 2025, o fluxo atingiu US$ 487,2 milhões, sendo US$ 346,4 milhões em exportações do Brasil, com destaque para minério de ferro (37%) e óleo bruto (28%). 

Durante a cerimônia, Lula criticou a paralisia de instituições multilaterais, disse que o Conselho de Segurança da ONU “não funciona mais” e voltou a classificar a situação em Gaza como genocídio. Ele também chamou a COP30, em Belém, de “COP da verdade”, cobrando a implementação de compromissos climáticos que serão firmados no evento que ocorrerá em novembro. 

Anwar Ibrahim afirmou ter política com Lula e o descreveu como liderança com “consistência na defesa dos mais pobres”, dizendo esperar uma cooperação que extrapole o comércio e alcance cultura e desenvolvimento humano. 

Ainda na Malásia, Lula deve participar, no domingo (26), do 47º encontro da cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur. Essa será a primeira vez de um chefe de Estado brasileiro no encontro do bloco.